terça-feira, 14 de julho de 2009

Química e Michael Jackson Vol. 2


Uma reportagem do fantástico nos ensinou uma bela lição

Crianças, nunca usem anestesia geral para dormir, senão vocês podem ter uma bela viagem para NEVERLAND.

A reportagem diz:


Anestésico não deve ser usado para dormir

Michael Jackson usaria propofol todos os dias.



Acidente, overdose, ou assassinato? Seja qual for a resposta para o caso da morte de Michael Jackson, a polícia de Los Angeles tem uma certeza: remédios muito perigosos, de uso controlado, fazem parte dessa trama.

Los Angeles, 26 de junho de 2009. Às 12h21 ( hora local), os bombeiros recebem uma ligação de emergência, vinda da mansão de Michael Jackson: “Preciso rápido de uma ambulância. Temos um homem aqui que precisa de ajuda. Ele parou de respirar. Estamos tentando ressuscitá-lo, mas ele não... O medico pessoal dele está aqui”, disse a mensagem.

O médico era Conrad Murray, que se apresentava como cardiologista, mas não tinha especialização, e ganhava R$ 300 mil por mês para ficar 24 horas diárias ao lado de Michael Jackson. Mas por que alguém precisaria de um médico em tempo integral?

Talvez a resposta esteja no uso de uma substância, encontrada pela polícia na mansão: o anestésico geral propofol. Uma enfermeira que trabalhou na casa disse que Michael usava propofol para dormir.

"Eu acho um absurdo alguém tomar uma anestesia geral pra dormir. Nunca na minha vida fiz nem farei", comenta o professor de anestesiologia Irimar Posso, do Hospital das Clínicas (USP).

O professor explica: "O anestésico geral faz com que a pessoa tenha dois problemas habitualmente: diminuição da pressão arterial e diminuição da respiração, diminuição da frequência respiratória, podendo levar à parada respiratória".

Um ponto que os médico enfatizam muito é que o lugar correto de se usar anestesia geral é na sala de cirurgia. Na sala de cirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o professor Irimar mostra os equipamentos corretos para se usar com segurança uma anestesia geral.

Não é só isso. Também se usam diversos monitores, que estão ligados a uma voluntária. Eles registram os batimentos do coração, a concentração de oxigênio no sangue, a pressão arterial.

"Tenho um equipamento que permite que eu ventile meu paciente, se ele começar a ter uma diminuição da frequência respiratória", mostra o professor.

Michael Jackson morreu de parada cardíaca, que pode ser consequência de uma parada respiratória. "Não é ético você usar um anestésico geral para fazer uma pessoa dormir", alerta Irimar.

Também não é ético receitar altas quantidades de remédios controlados para pacientes que, a rigor, não precisam deles. Mas uma série de médicos com quem Michel Jackson se associou ao longo dos anos fazia isso. Um dermatologista admitiu à rede de TV CNN que receitava demerol, seguidamente, ao rei do pop.

“É um analgésico que deve ser usado para dores de moderada ou grande intensidade, nunca para dor de pequena intensidade”, diz o professor da USP.

O demerol é uma droga fabricada em laboratório, parente muito próxima da heroína e da morfina. Tem alto potencial de causar dependência.

“É uma dependência que se instala de modo até muito rápido, porque, quando o indivíduo recebe o demerol porque ele tem uma dor qualquer, ele vai ter uma analgesia, mas ele te dá uma sensação de bem-estar muito grande, o que nós chamamos de euforia. Ele se sente muito bem. Mesmo que a dor vá diminuindo, ele continua sentindo uma dor não mais física; passa a ser mais uma dor psicológica. Com isso, ele começa a tomar o medicamento pela sensação de bem-estar que esse medicamento lhe dá. Assim, ele vai querer receber mais vezes, com mais frequência e em doses cada vez maiores”.

Mais um grande perigo do demerol: dentro do organismo, ele se transforma em outra substância, que pode causar convulsões. “Não tem indicação de usar cronicamente, de jeito nenhum”, ressalta o professor.

Os resultados oficiais do exame toxicológico do corpo de Michael Jackson ainda podem demorar um mês. Quanto a Conrad Murray, médico pessoal do cantor, as últimas informações são de que ele não está cooperando com as autoridades.

OBS: RETIRADA DO SITE DO FANTÁTICO

Mas tambem conseguimos belas informaçoes sobre o PROPOFOL

Propofol é um fármaco de curta-duração da classe dos hipnóticos intravenosos. A injecção intra-venosa de uma dose terapêutica de Propofol induz a hipnose, com excitação mínima, usualmente em menos de 40 s (o tempo de uma circulação braço-cérebro). Como outros indutores de acção rápida, o tempo de semi-vida de equilíbrio circulação-cérebro é aproximadamente de 1-3 minutos, dependendo da velocidade da indução da anestesia. O mecanismo de acção proposto é atividade agonista de receptores do tipo GABA. Sua ligação provocaria a abertura de canais de íons cloreto levando à hiperpolarização neuronal.

É utilizado para indução anestésica em pacientes adultos e pediátricos (com mais de 3 anos de idade), manutenção da anestesia geral em pacientes adultos e pediátricos (com mais de 2 meses de idade) e sedação para procedimentos médicos, como colonoscopia, proporcionando também analgesia. O propofol não produz analgesia, embora em certos estudos quando se administra propofol em comparação com anestésicos inalatórios os doentes referem menos dor. Também é utilizado em Medicina Veterinária.

Essa fonte foi a wikipédia, mas muito interessante por sinal.

agora observem os efeitos

Além de hipotensão (sobretudo por via de vasodilatação) e apneia transitória após doses de indução hipnótica, um dos efeitos laterais do propofol é dor no local da injecção, sobretudo em veias de calibre inferior. Esta dor pode ser reduzida com um pré-tratamento com lidocaína i.v.. Um efeito mais raro mas mais grave é Distonia. Movimentos mioclónicos relativamente ligeiros são comuns. Aparentemente o Propofol é seguro em casos de Porfiria e não estão descritos casos de indução de Hipertermia Maligna com o seu uso. Há um caso relatado em que a urina de paciente tratado com Propofol tornou-se verde, havendo descoramento após 24h da interrupçao do tratamento.

Fórmula Molecular do PROPOFOL: C12H18O
Nomenclatura IUPAC: 2,6-diisopropilfenol


Será que Michael, além de trocar de cor, mijava verde? realmente esse caso torna-se bem interessante

E a química está ai, bem no meio do cenário POP. E como em muitos casos ela pode ser boa ou ruim, depende de quem está usando.

Continuarei postando mais sobre o caso Michael conforme saiam mais notícias que relacionem a morte do astro ao uso de medicamentos.

2 comentários:

KINHA disse...

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