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sábado, 3 de abril de 2010

Educar para a revolução

Eu escrevi esse texto agora nas férias... Está ainda sem revisão, mas vale a pena ler!





I-A Revolução

A revolução está dentro de nós, no simples ato de pensar, no não tão simples ato de ser crítico, e na essência de buscar. Buscar liberdade, igualdade, e fraternidade, sem perder a dignidade. Buscar uma conscientização, buscar um amanhã. Mas um revolucionário está pronto para a batalha quando a busca pelo amanha está permeada de esperança na vitória das pequenas batalhas. A microbatalha interna contra nosso “Eu” anti-revolucionário, e a microbatalha contra o próximo que está cheio de achismos e idéias deturpadas pela educação recebida desde a sua idade pré-escolar*. O revolucionário terá essa tomada de consciência e perceberá que muita das coisas que estão a sua volta não são corretas para sua nova perspectiva. E principalmente o revolucionário deverá possui uma esperança da mudança, na mudança.
A revolução que acredito é da revolução através da educação. No Brasil seria de extrema dificuldade qualquer grande mobilização que não passasse pela mídia. Uma revolução não pode ser feita sem o apoio do povo. Quem somos nós para dizer-lhes o que é melhor? O povo deverá apoiar a revolução. Talvez o apoio não seja pela consciência, mas deverá ser, no mínimo, pela indignação com o estado presente.
Tanto o povo que acredita que a educação pode salvar vidas é um povo consciente, quanto o povo que mesmo não acreditando na educação para uma revolução, apóia esse movimento pela indignação do estado presente, são um consciente.
Sendo assim a tomada de consciência que estou falando é a formação do ser crítico. Aquele que não aceita de primeira o veredito, mas se questiona e consegue chegar a uma conclusão coerente. Com a educação para a formação desse ser crítico uma massa de cidadãos terá sede de mudança, e a partir desse ponto poderemos ter a certeza de que o povo irá se questionar, pedir e irá lutar.
E vencerá porque as trevas não apagarão um ponto que há luz. Mas um ponto poderá iluminar outros pontos, e assim, triunfarão sobre as trevas.
Nesse momento, que pode ser talvez daqui há 1 ano, 10 anos, 50 anos, ou sem 100 anos, teremos uma sociedade mais sã e consciente, que terá a noção de simples “porquês” que são atualmente segregados à uma “elite intelectual” como o por que da necessidade de conservação do nosso planeta, da preservação do meio ambiente, da não emissão de gases estufa.

Do “por que” da necessidade da educação, compreensão ao próximo, e da necessidade da paz ao invés da guerra.
Nesse estado teremos a certeza de que o mundo é feito de incertezas, e que a revolução através da educação começa em nós e vai para o mundo, e assim milhares de revoluções estarão surgindo no coração de todos os brasileiros. Os novos revolucionários que estarão lutando contra as injustiças e mazelas.
Portanto, ao conseguir uma educação justa para toda a população teremos a sociedade falando em uníssono suas vontades, e por mais diferentes que sejam, poderão ser ouvidas porque serão claras e conscientes.
E Deus disse haja educação. E houve luz.


II - Reformando a Mente e a Escola para a Revolução.

Pensar em uma Revolução na Educação é pensar em uma escola de qualidade na qual todas as pessoas tenham os mesmos direitos e oportunidades. Pensar numa Revolução é pensar na quebra do paradigma vigente na escola atual e se lançar na maravilhosa mudança que essa ruptura poderá gerar. A escola de todos e para todos pode existir quando houver uma reforma do pensamento, talvez de um senso comum, que barra qualquer esperança no êxito da mudança. Se para muitos o estado energético mais estável é aquele sentado em frente a uma caixa com tubos cheios de elétrons que formam imagens, pensamentos, e opiniões, para outros esse estado causa inquietude, desejo de mudança, uma sede de Revolução brota no peito e faz com que haja uma busca incansável pela transformação. Quando esse homo sapiens consciente trabalha com a Educação, temos uma potencial fonte de mudança. Como já dizia um grande sábio “um sonho sonhado sozinho é um sonho, mas um sonho sonhado em conjunto é uma realidade”, e como uma reação em cadeia a mudança poderá ocorrer e a reformulação da escola vai se dando pela reformulação das mentes e as mentes vão reformulando a escola. Todas aquelas pessoas que ficam inquietas com as injustiças podem fazer sua parte para mudar, mas um educador tem a oportunidade de agir e formar opiniões e pessoas com novos valores e idéias.
A revolução começa com você que acredita na mudança e procura outras pessoas que também acreditam, o cristianismo começou com 12 homens, acredito nos dias de hoje há muito mais do que 12 pessoas que crêem na educação, então podemos mudar o mundo. Podemos fazer com que uma escola de qualidade exista, podemos fazer com que a inclusão seja real, basta ter iniciativa para mudar.
Comece com seu próprio discurso, o que você fala tem poder e muitas vezes as palavras são mais fáceis do que a ação. Em seguida faça algo para mudar. Ao invés de acordar sem a menor vontade de trabalhar, tente acordar sabendo que você faz a diferença na vida de muitas pessoas, e nunca desanime com aquelas que ainda não sabem da sua importância.
Trabalhe todo dia acreditando na mudança e pregue isso para outras pessoas, a Educação têm o poder de transformar as vidas, mesmo sendo um caminho árduo, e doloroso no qual devemos ter perseverança e acreditar que é possível mudar.


III - A Revolução na Educação e a sua influência na Sociedade.


E fez-se a sociedade com total consciência de seus defeitos e de suas qualidades....

Partindo desse princípio será que todos os problemas estarão resolvidos? Creio que não. A vida é constituída de inúmeras incertezas, não podemos acreditar que tudo poderá ser mensurável, que todos serão seres “ideais”, e que a sociedade estará como um todo migrando para a tão desejada igualdade, porque a diferença é parte da sociedade. Somos seres iguais em uma essência, porque todos nós, seja como for, negro, branco, oriental, ou brasileiro (brasileiro no sentido de miscigenado), temos a mesma base biológica, mas há uma diferença no nosso desenvolvimento ao longo da vida, experiências vividas e assimiladas.
Para uns, Deus nos fez humanos, mas para outros somos apenas evolução do macaco. Para uns, a vida acaba com a morte, mas para outros, a morte é transição para outra vida. Uns gostam de Samba, Bossa, Mpb. Outros, Pagode, Rock, e Sertanejo. E também há aqueles que gostam de todos esses estilos. O ser humano diferencia-se na cultura e na assimilação de experiências ao longo da vida, e esse é um dos motivos de haver tanta diferença em seres tão parecidos.
A cultura como expressão da produção de uma sociedade deve ser respeitada, e isso também faz parte da revolução na educação. Deve ser ensinado o respeito à cultura. Não podemos obrigar um ser humano gostar de samba, mas deveria ser proibido um ser humano menosprezar tal manifestação cultural. Não podemos dominar o gosto, mas podemos pedir respeito a qualquer manifestação cultural que seja benéfica à sociedade.
Deve ser ensinado na escola a respeitar o próximo e o mundo. Como já disse anteriormente cada ser possui uma experiência de vida e uma assimilação dessas experiências. Considerando esses fatos o respeito ao próximo e à sua idéia é importante para um mundo mais saudável. Com o respeito ao próximo, adotando-o como irmão de um planeta poderemos constituir uma sociedade mais igualitária, porque a globalização está acontecendo cada vez mais intensamente e não devemos desrespeitar outro país, ou outro ser humano com idéias diferentes da nossa, mas devemos através do diálogo expor nossas idéias sem tentar convencer de nossos ideais à força, mas com argumentos coerentes. Deve haver total liberdade para alguém chegar e dizer que tudo que eu estou escrevendo é uma besteira, mas ele deverá ter argumentos para tal, e eu terei direito a resposta, e poderei corrigir pontos em minha fala que mudarei de idéia, assim como ele mudará pontos na fala dele. Dessa forma o mundo evolui. Isso é educação através do diálogo.
A utopia da revolução seria dizer que todos iriam se transformar através da educação em seres mais “evoluídos”. A partir daí poderemos ter uma desigualdade educacional, muito observada por professores universitários, por exemplo, que se julgam mais aptos ou inteligentes do que os alunos por possuir diploma de Doutor, ou acha que entende o que a sociedade pede porque escreve artigos. Essa é parte da complexidade do mundo, tentamos resolver um lado, mas outro fica em pendência por isso. Para evitar esse tipo de desigualdade devemos manter rígido o ensino do respeito ao próximo, porque adotando a idéia de que cada ser humano se desenvolve com uma velocidade diferente, NÃO PODEMOS DESRESPEITAR AQUELES QUE SE DESENVOLVEM MAIS LENTAMENTE. Se esse ponto não for assimilado por todos teremos mais desigualdade educacional, onde uns se julgarão superiores por possuírem uma facilidade maior de assimilação. Mas os superiores serão aqueles que sabem respeitar as diferenças, e ajudam os outros a se desenvolverem, sem se sentirem superiores por isso.
A revolução educacional não acabará com a violência, mas fará ela diminuir absurdamente.
O que nos faz ser violentos? Para muitos a violência nas ruas através de assaltos, assassinatos, entre outras atrocidades, é causada por pessoas com falta de oportunidade que roubam porque não tiveram oportunidade de outra vida. Bem se há realmente uma revolução educacional todos terão as oportunidades. Mas porque a violência não irá acabar? Porque a violência do ser humano vai além da educação, já vimos pessoas com muitas oportunidades e educação matando, roubando, entre outros.
E a corrupção? Será ela inversamente proporcional à educação, ou seja, quanto mais educado é o ser humano, mais corrupto ele é. Na minha opinião a corrupção está ligada a noção de consciência do ser humano. Atualmente as pessoas que praticam os maiores atos de corrupção estão no meio político, mas não podemos esquecer dos pequenos atos de corrupção. A corrupção existe desde o simples momento que você sabe que está errado, mas sente um prazer em tirar uma vantagem. Nesse ponto, a pessoa que não sabe que está cometendo um ato inválido não está sendo corrupta. Assim como a noção de pecado, afinal como alguém pode pecar se não sabe que tal atitude é errada. Então a corrupção está ligada ao grau de consciência do indivíduo. Como combatê-la? Para mim a única solução é começar a desenvolver o senso do certo e errado, e a idéia de que a sua vida esta ligada à de diversas pessoas, assim algum ato para tirar vantagem poderá prejudicar o próximo.
E assim ocorre, como uma reação em cadeia, até que um ser humano com bom senso resolve parar. Um ser corrupto, provoca indignação no próximo, que por sofrer de uma atitude errada, faz o mesmo para não ficar por baixo, e assim por diante...
É importante na educação do cidadão, a escola ensinar que o mundo está ligado e os seres humanos devem cooperar para crescerem juntos ao invés de competir entre si, em uma batalha onde os dois saem perdendo.
Ao longo dos tempos estamos vendo apenas a escola como o imenso regador da competição e discórdia entre as pessoas. Com a desculpa de preparar para a vida, a escola instrui a competição entre os alunos mostrando suas fraquezas perante ao colega, ao invés de mostrar que o colega pode ser uma ponte de apoio para seu desenvolvimento. Assim somos ensinados que ajudar o próximo é colar, que um aluno que aprende em uma velocidade diferente é burro, e que temos que superar nosso colega porque o mundo é isso, COMPETIÇÃO.
Nesse ponto a escola esquece que o mundo cresceria melhor como uma cooperação entre os seres humanos, se um aluno tem dificuldade em matemática e facilidade em português, já outro tem dificuldade em português mas facilidade em matemática, por que os dois não se ajudam para melhorar como um todo? Porque a escola não instrui a isso. Desde pequenos crescemos com o dogma do professor tem a razão. “Lógico que ele está certo, ele é o professor!”. Isso está errado, e se isso não mudar não teremos nunca uma revolução pela educação.
A formação do ser crítico descarta a hipótese do professor como senhor da sabedoria, mas teremos professores mediadores do conhecimento.
Quem nunca reparou que devido ao ensino de “qualidade” muitas pessoas consideram que receber um diploma é o fim da linha, e ao recebê-lo possui todo conhecimento necessário à uma profissão, ou mais, quem nunca se deparou ao achar um cara inteligente por sua capacidade de armazenar informações? Esses pensamentos devem estar fora da escola revolucionária, deveremos ter cidadãos aptos à aprender, ensinando-os a aprender, para que busquem algum dia mais conhecimento, para que consigam mudar o foco de suas vidas quando quiserem, para que mesmo com 100 anos consigam aprender e não se sentirem velhos que já não há mais o que aprender.


Como disse Paracelso: "A aprendizagem é a nossa vida, desde a juventude até à velhice, de fato quase até à morte; ninguém vive durante dez horas sem aprender".

Nos dias de hoje, com os avanços da tecnologia como internet, e outros meio de comunicação não passamos nem 1 minuto sem aprender algo, sem nossa mente ser bombardeada por informações. Já estamos viciados em informação, em fazer algo. Quem não fica com tédio de não ter nada para fazer? Às vezes estamos 30 minutos sem nada pra fazer já estamos entediados. Temos criado o vício das atividades e da busca por informação. Esse é um ponto positivo para a revolução, quando a informação é relevante, ou o ser humano é critico para selecionar quais informações são ou não são relevantes.
Como ficará a sociedade pós-revolução educacional? Primeiro seria necessário responder o que seria o marco da revolução, em que ponto começaria e em que ponto terminaria a revolução educacional. A partir do fim da revolução educacional teríamos, ou não uma revolução social, política, humanista, entre outros.
Atualmente o governo estipula uma prova pra medir o nível das escolas. É complicado uma prova medir o nível da escola brasileira, por exemplo, como medir a escola urbana, rural, indígena, remanescente quilombola, de imigrantes, particulares, públicas, sendo que as escolas são diferentes, as culturas são diferentes, mas a prova é a mesma. É necessário ensinar o respeito à diferença, mas a prova tenta romper a barreira das diferenças.
Nos perceberemos que a revolução através da educação está dando certo quando a sociedade começar a mudar, abaixarem os níveis de violência e corrupção, o passará a ser mais consciente, haverá mais paz, as pessoas irão cooperar mais ao invés de competir e haverá um aumento na harmonia entre as pessoas, o nível de analfabetismo irá para muito próximo do zero, não haverá crianças fora da escola para trabalhar, entre outros pontos.
Não poderemos mensurar a revolução através de uma prova. Se o Brasil todo tirar 10 em uma prova terei a certeza que ele estudou para a prova, mas se o Brasil tirar 5 e conseguir ter as mudanças citadas a cima terei certeza que a revolução através da educação esta sendo feita. E a partir daí não estaremos mais revolucionando, mas estaremos em um estado de maior harmonia entre as pessoas.



IV Pós-Revolução

Como, então, seria uma revolução educacional, se colocarmos o foco principal na sala de aula. Primeiramente deveremos ressaltar mais uma vez que a educação está além da aula, e somos todos em essência educadores. Quando Rubem Alves diz
"Os educadores onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores há aos milhares, mas professor é profissão, não é algo que se define por amor... Educador não é profissão, é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor..."
Com certeza nesse momento poderemos lembrar das mães que educam com todo carinho do mundo, mas nunca fizeram uma faculdade para tal. E outros professores que estudam anos e anos, mas não conseguem obter sucesso. Para que nossa revolução educacional dê certo temos que ser educadores, ou seja, teremos que ter amor ao que fazemos.
A metodologia de uma escola revolucionária já existe, já existe também, milhares de livros que ensinam utilizá-la, mas os professores estão engajados em um ciclo vicioso que traduz uma insatisfação com a profissão PROFESSOR, e como conseqüência ofusca a vocação de EDUCADOR. Esse ciclo é dado por salários medíocres, que são uma falta de respeito com o profissional, mas que, como em qualquer sociedade, existe aquele profissional que não merece nem esse salário medíocre. Se pudéssemos fazer uma generalização diríamos que. Os professores trabalham sem gosto porque ganham mal. Mas como ganhar bem se eles trabalham sem vontade, sem carinho e sem consciência de que ele é importante pra vida das pessoas que estão em sua sala de aula.
Não podemos fazer essa generalização, porque existem muitos professores excelentes que não se deixam levar pelo sistema que esmaga qualquer tipo de auto-estima, e conseguem trabalhos maravilhosos com muito pouco.
Deveremos começar capacitando os professores, cada concurso para a área do magistério deveria exigir cursos na área, por exemplo um professor com um mestrado em uma área diferente da educação não teria motivo para ganhar adicional, mas ganha. Dessa forma temos professores que não gostam do seu trabalho, mas que estão com um concurso público, e isso é melhor do que estar desempregado. E o ciclo continua...
Esse professor não é qualificado, mas está lá. Enquanto os bons professores estão trabalhando muitas vezes para os colégios particulares, já que eles oferecem uma qualidade de trabalho infinitamente melhor. Além de salas melhores equipadas, salários maiores. Mas eles também oferecem alunos que irão tratar o professor como mercadoria, afinal é a mensalidade de seus pais que pagam o salário desse professor.
Então deveríamos aumentar a qualificação, cobrar essa qualificação, e retribuir em dinheiro. Quando um professor é aprovado no concurso para magistério, ele deveria deparar-se com uma equipe de RH que irá fazer uma seleção. Em qualquer empresa de nível médio temos o setor de RH, temos isso na educação? O petróleo é bem mais importante do que o futuro de nossos filhos, ou não ligamos para os professores da rede publica porque eles vão cuidar dos filhos dos pobres... então é problema deles? Em muitos colégios particulares os professores são selecionados através de várias provas que incluem didática em sala de aula, prova escrita, entrevista e análise de currículo, há isso nos colégios públicos?
Em uma escola particular há um interesse pelos alunos, mas infelizmente na escola pública os professores que se interessam por esses fatos são aqueles que tem vocação.
E para esses professores a metodologia está feita e pronta para ser executada. Basta ele começar um diálogo em sala de aula, que os alunos irão respeitá-lo. Não por ser professor (ser professor não é digno de respeito algum se esse professor não respeita se aluno), mas por ser educador, e por estar falando com todo carinho e entusiasmo daquilo que ele mais gosta e com quem ele mais gosta de dialogar. Seus alunos.

V- Um sentimento de amor.

Dessa forma, uma revolução através da educação, dentro e fora da sala de aula, só poderá ser feita se houver coração. Só haverá revolução se houver amor.
Como diz Ernesto Guevara “...el verdadero revolucionario está guiado por grandes sentimientos de amor.”
E se falamos em amor, falamos em educadores, que alem de suas dificuldades se importam com seus alunos, pobres ou ricos, brancos, amarelos, negros, católicos, espíritas, protestantes, deficientes ou não. O educador trata todos com amor, pois são todos o futuro do planeta, o futuro da humanidade. E por serem humanos, ele procura através do diálogo e do respeito instigar o conhecimento, para que todos o procurem, adquirindo, assim, sua autonomia, e propagando a revolução.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"De la Servitude Moderne" Da Servidão Moderna


Direção: Jean-François Brient

A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época. Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.


Parte 1




Parte 2




Parte 3




Parte 4




Parte 5 (Final)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

EU ODEIO QUÍMICA!!!




Vamos fazer um levantamento de depoimentos

Se você odeia química faça um comentário aqui.

Diga as experiências, vivencias, situações, professores, ou matérias que fizeram você odiar de química.

EU AMO QUÍMICA!!!


Vamos fazer um levantamento de depoimentos

Se você ama química faça um comentário aqui.

Diga as experiencias, vivencias, amizades, professores, ou matérias que fizeram você gostar de química.

terça-feira, 14 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Proposta...

Os PCNs são idéias para serem utilizadas em sala de aula. Elas irão ampliar os horizontes dos alunos, trazendo a matéria dada em sala de aula para seu uso cotidiano.
O Ensino Médio possui um ensino fechado nas matérias. Os professores adotam tópicos e os aprofundam sem relacioná-los com outras matérias e com o cotidiano. Assim, o aluno aprende a matéria sem saber onde aplicá-la no dia a dia. Esse tipo de ensino até alguns anos não era contestado, até que foi proposta a nova lei de diretrizes e bases, e esse método de ensino passou a ser inaceitável.
A idéia do novo Ensino Médio é de que ele não será simplesmente preparatório para uma profissão, como os cursos técnicos, nem preparatório para o ensino superior, como as demais escolas. Ele irá formar cidadãos preparados para a vida e com noções de cidadania, sem deixar de capacitar qualquer aluno que queira prosseguir com os estudos.

O objetivo dos PCNs é que o discente consiga:

• Informar-se, comunicar-se, argumentar, compreender e agir;
• enfrentar problemas de diferentes naturezas;
• participar socialmente, de forma prática e solidária;
• ser capaz de elaborar criticas ou propostas; e,
• especialmente, adquirir uma atitude de permanente aprendizado.


Pelo documento:

“[...] a integração dos diferentes conhecimentos pode criar as condições necessárias para uma aprendizagem motivadora, na medida em que ofereça maior liberdade aos professores e aos alunos para a seleção de conteúdos mais diretamente relacionados aos assuntos ou problemas que dizem respeito à vida da comunidade.”

Um tema inicial será implantado na aula com a intenção de romper a barreira entre a disciplina e o aluno. Assim, com uma proximidade maior do tema abordado, haverá uma facilidade maior em aprender sobre as matérias. Por exemplo: nesse trabalho sobre haletos orgânicos foi adotado como tema motivador a questão ambiental do buraco na camada de ozônio. Esse tema não é exatamente de Química, Física, Matemática, Geografia ou História. Ele é de um conteúdo interdisciplinar que aborda todas essas matérias e está próximo do cotidiano dos alunos. Um dos objetivos dos PCNs é que os alunos sejam capazes de ler um jornal e entender os diversos temas, e que aqueles interessados em uma determinada área procurem a especialização.

Interdisciplinaridade:

“[...] planejamento e desenvolvimento de um currículo de forma orgânica, superando a organização por disciplinas estanque e revigorando a integração e articulação dos conhecimentos [...]”


Ela tem como objetivos:

“[...] a interdisciplinaridade não tem a pretensão de criar novas disciplinas ou saberes, mas utilizar os conhecimentos de várias disciplinas para resolver o problema concreto ou compreender um determinado fenômeno sob diferentes pontos de vista. Em suma, a interdisciplinaridade tem função instrumental. Trata-se de recorrer a um saber diretamente útil e utilizável para responder às questões e aos problemas sociais contemporâneos.”

É exatamente quando em uma aula de Química, por exemplo, usam-se conhecimentos de Física, Matemática e Biologia, e com isso se relaciona a Química com as outras ciências da natureza. Ou quando se usam conhecimentos de História, Geografia, Filosofia, etc., e se relaciona Química à área de ciências humanas.


Os PCNs e a disciplina de Química:

“A proposta apresentada para o ensino de Química nos PCNEM se contrapõe à velha ênfase na memorização de informações, nomes, fórmulas e conhecimentos como fragmentos desligados da realidade dos alunos. Ao contrário disso, pretende que o aluno reconheça e compreenda, de forma integrada e significativa, as transformações químicas que ocorrem nos processos naturais e tecnológicos em diferentes contextos, encontrados na atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera, e suas relações com os sistemas produtivo, industrial e agrícola.”

Esse fragmento do documento sintetiza o objetivo dos PCNs na Química. Trazendo-a para o cotidiano, ela irá se tornar mais interessante e ficará ao alcance de todos os alunos que, com maior motivação, terão mais facilidade de lidar com a matéria de Química.
Não haverá a preocupação com a memorização da tabela periódica, constantes e fórmulas, de maneira exagerada. O conhecimento irá prezar a capacidade de reagir com adversidades, resolver problemas e saber procurar as respostas.

“A memorização indiscriminada de símbolos, fórmulas e nomes de substâncias não contribui para a formação de competências e habilidades desejáveis no Ensino Médio.”

O conhecimento do discente é muito importante: se forem pessoas que desejam ingressar no mercado de trabalho específico da Química, os saberes fragmentados transmitidos de forma tradicional serão de grande valia, mas, como o Ensino Médio não visa somente à profissionalização, deve-se balancear o ensino e não focar apenas na Química, pois o saber fragmentado é fator de alienação. Sabe-se muito sobre as especificidades e pouco sobre o global. No mundo atual, não se empregam mais operários que sirvam somente a uma função específica, estes devem ter conhecimento global, responsabilidade e conhecimento pelas e das implicações de seus atos.
Atualmente se tem um grande crescimento na área de Química, o que a torna mais dinâmica do que outrora. Considerando-se que o cidadão é aquele que participa atuando na sociedade, este deve estar em plena atualização para que possa melhor se posicionar criticamente sobre a ação da Química no mundo, como assinala o documento dos PCNs: “[...] a química tornou-se um dos meios de interpretação do mundo físico [...]”
Assim, concluímos que os cidadãos participam da democracia cumprindo seus deveres e se valendo de seus direitos. Para isto, precisam conhecer antes estes direitos e deveres, que lhes são inerentes, através da educação, se tornando deste modo seres críticos e construtores de uma realidade mais promissora dentro da democracia vigente, uma vez que a educação é própria do sistema democrático.
Um ser social, crítico e munido de conhecimentos se torna um cidadão participante, de maneira plena, no meio em que está inserido.
Com o objetivo de formar um ser crítico e social, o texto-documento de sugestões do Ministério da Educação (MEC), PCNs, prega um ensino de Química centrado na interface entre informação científica e contexto social. Isto significa dizer, em outras palavras, praticar um ensino contextualizado, onde a Química é relacionada com o cotidiano de homens e mulheres, respeitando-se o meio onde estão inseridos, e visando a formação do cidadão, com os conhecimentos necessários para o exercício de seu senso crítico, o que faz de sua participação na sociedade mais efetiva, enquanto cidadão, com isso trazendo uma maior relevância do ensino de Química à vida das pessoas.
Portanto, em sala de aula o conhecimento químico precisa ter maior interação com os conhecimentos cotidianos dos alunos. Através dela é que os conhecimentos científicos irão adquirir significados e real existência no mundo. Neste contexto é que irá se explicitar a importância do diálogo entre os seres sociais que pertencem à comunidade escolar.
Conhecendo e entendendo a comunidade escolar e as pessoas que convivem neste local é possível trabalhar com relações mais objetivas para a construção do conhecimento científico, como a possibilidade de formar um novo ser mais crítico e mais consciente de suas relações com o mundo.
Ao trabalharmos desta forma colocamos nossos alunos em relações dialógicas e de descoberta destes conteúdos com seu meio social, e capazes de através do diálogo trocarem idéias para formação crítica de seus conhecimentos. As pessoas envolvidas conseguirão construir conceitos que lhes possibilitarão viver com mais eficiência de adotar posturas mais críticas diante de suas realidades.
Desta maneira, as sugestões propostas nos PCNs no que diz respeito não somente a educação no Brasil, como no ensino médio, e mais precisamente da disciplina de química, são possíveis e válidas na tentativa de se construir um futuro mais próspero para um povo sofrido, manipulado e manipulável, em virtude de seu pouco conhecimento elaborado e a falta de desenvolvimento de suas competências e habilidades, acreditamos que se todos os profissionais da área de educação pensarem desta forma, juntos, poderemos mudar o cenário da educação neste país.