quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

História da Química


Hoje eu comprei um livro fantástico em um sebo aqui perto de casa. É impressionante como conseguimos livros bem baratos. Começo a minha idéia de que ano que vem estarei tentando prova para algum mestrado (provavelmente na área de Educação, História da Ciência e Epistemologia) pois é o que estou trabalhando atualmente, tirando a educação inclusiva. Então pensei em pegar alguns textos e começar a fazer traduções, além de me ajudar no estudo do ingles - que confesso, nunca fui muito fã, vai proporcionar boas matérias para o blog.

Como eu estou iniciando com essa tradução peço perdão e ajuda daqueles que entendem mais do que eu. Ao percebem algum erro por favor me avisem para que eu possa corrigir, afinal estaremos contribuindo para uma in/formação de qualidade.

Então começarei a postar todo o capítulo 6 desse livro, que fala de toda história da química.




TRADUÇÃO DO LIVRO: A BRIF HISTORY OF SCIENCE AS SEEN THROUGH THE DEVELOPMENT OF SCIENTIFIC INSTRUMENTS


Capítulo 6: A matéria e suas transformações.

A Química Pré-Moderna

Química, a ciência da matéria em todas as formas e transformações nos remete à Pré- História. Humanos, mesmo de forma inconsciente, sempre foram tanto observadores de processos espontâneos, como a combustão e a fermentação, quanto químicos proativos. Cozinhando, aquecendo cerâmica, fazendo ligas metálicas, misturando tintas e corantes, inventando medicamentos e venenos, produzindo adesivos e combinando essências florais em perfumes, sendo todas essas ações, processos químicos.

Embora, ao longo de vários milênios, a humanidade tenha se tornado cada vez mais habilidosa em todas essas atividades, o conhecimento aplicado foi produto longos períodos baseados em tentativa e erro. Tais princípios (em algumas áreas bem consolidados) foram estruturados em cima de conceitos básicos sobre os constituintes da matéria, que a cerca de dois ou três séculos estavam totalmente errados. A Ciência definida por esses princípios é conhecida como Alquimia e até cerca da metade do Séc. XVIII toda química era alquimia – Isso é. Ela não era científica ao ser comparada aos padrões modernos.

Paradoxalmente, durante quase todos os séculos XVII e XVIII, a física newtoniana e a alquimia existiam lado a lado. O próprio Newton era um dedicado alquimista, executando um grande número de experimentos falhos no laboratório que ele havia criado no Trinity College, Cambridge. Newton era contemporâneo de Robert Boyle (1627-91), que em 1661 escreveu The Sceptical Chymist, O Químico Cético, atacando os princípios alquímicos e a teoria dos quatro elementos (água, terra, ar, e forgo) de Aristóteles. Embora ele propusesse, como uma alternativa, outros elementos primitivos, ele não chegou nem perto da química analítica, que começou a evoluir no Século XVIII.

Boyle, como físico, obteve resultados notáveis (relatado no capítulo 5) com gases e desenvolvendo uma nova bomba de ar. Mas ele nunca chegou perto do correto entendimento do estado gasoso da matéria, que no século XVIII, com um homem chamado Joseph Priestley (1733-1804) e Antoine Lavoisier (1743-94), abriram as portas para a química moderna como conhecemos hoje.

Antes de olhar para esse novo mundo, dois pontos são importantes de ser destacados sobre a química, ou alquimia, nesse período da história. O primeiro é o sobre os fenômenos que são a sua preocupação sendo eminentemente terrestre. O mundo, é experimentado por humanos, e caracterizado pelos estados da matéria como sólido, líquido, e gasoso, e a capacidade de transformarem-se uns nos outros, com ou sem intervenção humana. Tais transformações pertencem à gama de reações químicas que definem a matéria.( O desenvolvimento no campo da astroquímica será mostrado no capítulo 8, muito restrito em seu alcance).

O segundo ponto é a química, mesmo esotérica, é inerentemente útil a toda humanidade. Ela permanece verdade quando suas finalidades são destrutivas, como para o desenvolvimento de explosivos. O resultado é os químicos, muitas vezes utilizarem suas habilidades para empresas rentáveis. Ludwig Mond (1839-1909), que começou sua vida na Alemanha como um químico verdadeiramente competente, terminou na Inglaterra onde fundou seu Império de Indústrias Químicas, seu sucesso foi baseado no novo método que ele desenvolveu para produzir amônia e soda- dois produtos químicos com grandes aplicações industriais. Nenhum deles seria possível sem que no século XVIII houvesse a revolução química. Assim começa a história.

Continua...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dinossauros Existiram ?

Essa pergunta é no mínimo intrigante, mas muito mais curioso é ouvir essa resposta.



Engraçado? Sim, mas devo deixar claro que o objetivo da postagem não é ridicularizar nenhuma ideologia ou religião, mas corrigir alguns detalhes que não estão ligado à religião, mas à Ciência, que o apresentador utiliza.

Aproximadamente 4min: " O método de datação usado pela Ciência ele não é um método que podemos dizer científico. Alguns usam da radioatividade para para datar a rocha, datar os fósseis, mas o usado atualmente é o Carbono-14"

Então a técnica de datação de Carbono-14 não é uma técnica ciêntífica e não utiliza-se da radiação?

Dessa forma foram retirados dois textos na íntegra para que exista uma comparação e uma reflexão!

Texto retirado do HSW

Como é criado o carbono 14

Todos os dias, raios cósmicos entram na atmosfera terrestre em grandes quantidades. Para se ter um exemplo, cada pessoa é atingida por cerca de meio milhão de raios cósmicos a cada hora. Não é nada raro um raio cósmico colidir em outro átomo na atmosfera e criar um raio cósmico secundário na forma de um nêutron energizado, e que esses nêutrons energizados, por sua vez, acabem colidindo com átomos de nitrogênio. Quando o nêutron colide, um átomo de nitrogênio 14 (com sete prótons e sete nêutrons) se transforma em um átomo de carbono 14 (seis prótons e oito nêutrons) e um átomo de hidrogênio (um próton e nenhum nêutron). O carbono 14 é radioativo e tem meia-vida de cerca de 5.700 anos.


Carbono 14 nos seres vivos

Os átomos de carbono 14 criados por raios cósmicos combinam-se com oxigênio para formar dióxido de carbono, que as plantas absorvem naturalmente e incorporam a suas fibras por meio da fotossíntese. Como os animais e humanos comem plantas, acabam ingerindo o carbono 14 também. A relação de carbono normal (carbono 12) pela de carbono 14 no ar e em todos os seres vivos mantém-se constante durante quase todo o tempo. Talvez um em cada trilhão de átomos de carbono seja um átomo de carbono 14. Os átomos de carbono 14 estão sempre decaindo, mas são substituídos por novos átomos de carbono 14, sempre em uma taxa constante. Nesse momento, seu corpo tem uma certa porcentagem de átomos de carbono 14 nele, e todas as plantas e animais vivos têm a mesma porcentagem que você.

Datando um fóssil

Assim que um organismo morre, ele pára de absorver novos átomos de carbono. A relação de carbono 12 por carbono 14 no momento da morte é a mesma que nos outros organismos vivos, mas o carbono 14 continua a decair e não é mais reposto. Numa amostra a meia-vida do carbono 14 é de 5.700 anos, enquanto a quantidade de carbono 12, por outro lado, permanece constante. Ao olhar a relação entre carbono 12 e carbono 14 na amostra e compará-la com a relação em um ser vivo, é possível determinar a idade de algo que viveu em tempos passados de forma bastante precisa.

Uma fórmula usada para calcular a idade de uma amostra usando a datação

por carbono 14 é:

t = [ ln (Nf/No) / (-0,693) ] x t1/2

em que In é o logaritmo neperiano, Nf/No é a porcentagem de carbono 14 na amostra comparada com a quantidade em tecidos vivos e t1/2 é a meia-vida do carbono 14 (5.700

anos).

Por isso, se você tivesse um fóssil com 10% de carbono 14 em comparação com uma amostra viva, o fóssil teria:

t = [ln (0,10)/(-0,693)] x 5.700 anos

t = [(-2,303)/(-0,693)] x 5.700 anos

t = [3,323] x 5.700 anos

t = 18.940 anos de idade

Como a meia-vida do carbono 14 é de 5.700 anos, ela só é confiável para datar objetos de até 60 mil anos. No entanto, o princípio usado na datação por carbono 14 também

se aplica a outros isótopos. O potássio 40 é outro elemento radioativo encontrado naturalmente em seu corpo e tem meia-vida de 1,3 bilhão de anos. Além dele, outros radioisótopos úteis para a datação radioativa incluem o urânio 235 (meia-vida = 704 milhões de anos), urânio 238 (meia-vida = 4,5 bilhões de anos), tório 232 (meia-vida = 14 bilhões de anos) e o rubídio 87 (meia-vida = 49 bilhões de anos).

O uso de radioisótopos diferentes permite que a datação de amostras biológicas e geológicas seja feita com um alto grau de precisão. No entanto, a datação por radioisótopos pode não funcionar tão bem no futuro. Qualquer coisa que tenha morrido após os anos 40, quando bombas nucleares, reatores nucleares e testes nucleares em céu aberto começaram a causar mudanças, será mais difícil de se datar com precisão.

___________________________________________________________________

Esse texto tirado do Site: "Com Ciência"

http://www.comciencia.br/reportagens/arqueologia/arq06.shtml


Carbono-14 não é único método de datação

A datação de objetos arqueológicos é um processo interdisciplinar, envolvendo física, química e biologia. Todos os métodos para se inferir a idade de um artefato ou de fósseis são baseados no estudo das alterações químicas e físicas que acontecem lentamente ao longo do tempo com o material de que o objeto é feito. Conhecendo-se a natureza das alterações e determinando-se o quanto o material já foi degradado, pode-se, em muitos casos, inferir há quanto tempo o objeto está exposto a essas degradações.

Carbono-14
Diferentes materiais e idades exigem diferentes métodos. O método mais conhecido é o do carbono-14. O carbono-14 é um tipo (um "isótopo") de carbono dotado de uma fraca radioatividade, que existe na Terra em quantidade muito pequena. Ele é produzido na atmosfera pelos raios cósmicos, que interagem com o nitrogênio e transformam alguns de seus átomos em carbono-14. Enquanto o carbono-14 é produzido, ele se transforma espontaneamente de volta no nitrogênio, num processo conhecido como decaimento radioativo. Assim, a concentração de carbono-14 na atmosfera mantém-se mais ou menos estável.

O método do carbono-14 usa o fato de que os organismos vivos, como respiram o ar atmosférico, acabam entrando também nesse equilíbrio e a concentração de carbono-14 na matéria viva é também estável. Porém, quando um organismo morre, a troca com a atmosfera deixa de acontecer e o equilíbrio é rompido: o carbono-14 começa a decair, mas não é reposto. Pode-se dizer que foi acionado um relógio radioativo, pois a velocidade com que o carbono-14 decai é bem conhecida. Em 5.730 anos, metade do carbono-14 já decaiu em nitrogênio; em mais 5.730 anos, metade do que restou decai; e assim por diante. Desta forma, se a concentração de carbono-14 em uma amostra de osso é um quarto da esperada, pode-se dizer que o animal dono daquele osso morreu há cerca de 15.460 anos.

Pode-se usar a técnica do carbono-14 desde que a amostra contenha carbono: objetos de madeira, carvão, ossos, tintas que derivam de plantas etc. Essa técnica é capaz de datar objetos com até 50 mil anos. A partir disso, a radiação remanescente do carbono-14 torna-se muito baixa para poder ser detectada com precisão suficiente. Abaixo de 300 anos, por outro lado, a diminuição do carbono-14 pelo decaimento é muito pequena, e também não é possível determinar a variação na sua concentração.

Termoluminescência
Para se determinar a idade de objetos com mais de 50 mil anos ou cuja idade não tenha relação com compostos orgânicos (como vasos de cerâmica), usam-se outros métodos. Uma técnica bem mais barata que a do carbono-14 e que vem sendo cada vez mais usada no mundo todo é a da termoluminescência (TL). Esse método mede os pequeninos defeitos que aparecem no material de que é feita a amostra, decorrentes da radiação a que ele está submetido: radiação cósmica, radiação do ambiente ao redor da amostra ou do próprio material de que ela é feita. Quando a radiação reage com a amostra, são liberados alguns elétrons das suas moléculas. Alguns desses elétrons são aprisionados em defeitos no material da amostra. Algumas moléculas, portanto, não recebem seus elétrons de volta e ficam ionizadas (carregadas eletricamente).

À medida que o tempo passa, mais e mais elétrons vão ficando aprisionados. Quando a amostra é aquecida, a energia térmica fornecida aos elétrons é suficiente para eles se libertarem e se recombinarem com as moléculas ionizadas, restituindo a situação original. Nesse processo de recombinação, é emitida energia luminosa, que constitui a termoluminescência.

O que se faz no laboratório é aquecer a amostra até que a termoluminescência seja liberada. A intensidade da termoluminescência indica o tempo transcorrido desde a última vez em que a amostra sofreu aquecimento. No caso de uma cerâmica, ela era aquecida durante sua fabricação, para a lapidação ficar mais fácil. Assim, a intensidade da termoluminescência fornece o tempo transcorrido desde que ela foi aquecida pela última vez. Com isso, pode-se datar objetos de até 1 milhão de anos, com precisão de até 10%.

Esse método foi introduzido no Brasil no final da década de 60 por Shigueo Watanabe, do Instituto de Física da USP. Sua equipe fez um estudo sobre fragmentos de vasos e urnas funerárias encontradas no interior do estado de São Paulo. Sua pesquisa estava inserida no Projeto Paranapanema, idealizado em 1968 pela arqueóloga Luciana Pallestini, cujo objetivo atualmente é o estudo do cenário da ocupação humana na bacia do Rio Paranapanema (São Paulo e Paraná), em nível físico, biológico e sócio-econômico.

Um dos grupos brasileiros que trabalham com esse método está na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde foram datados objetos arqueológicos salvos da inundação da usina hidrelétrica de Xingó, em Sergipe. Esses objetos - peças cerâmicas e até esqueletos inteiros, encontrados em cemitérios - começaram a ser coletados em 1990 e foram datados inicialmente por carbono-14, na França. A partir de 1994, começaram a ser feitas as datações por termoluminescência na UFS. Foram encontrados artefatos com de 2000 a quase 9000 anos enterrados em diferentes camadas. Segundo José Fernandes de Lima, hoje reitor da UFS, isso "significa que tivemos ali uma habitação por um período muito grande; descontinuada, mas sempre existindo".

O Laboratório de Preparação e Caracaterização de Materiais foi montado em 1992 por Lima, que trabalha com termoluminescência desde 1985. Para Lima, é necessário, junto com o trabalho de extração arqueológica, ter laboratórios de datação. Assim, "não precisaremos depender de mandar para outros laboratórios, porque (...) [isso] encarece com a demora, gera uma quantidade grande de dependência. Tem uma questão fundamental aí, que é a questão da independência científica".

Luminescência opticamente estimulada, EPR e aminoácidos
O grupo da UFS usou a termoluminescência para datar objetos cerâmicos, mas não as ossadas, pois o método exige que se aqueça o material a até 400 graus, o que destruiria os ossos. Um método semelhante, mas menos destrutivo, é a luminescência opticamente estimulada (LOE ou OSL). Assim como na termoluminescência, nesse método provoca-se a libertação dos mesmos elétrons presos nos defeitos do material, que haviam sido retirados de suas moléculas pela radiação ambiente. A diferença é que nesse caso a libertação não é provocada pelo aquecimento, mas pela exposição à luz. No Brasil, esse método é usado no Laboratório de Vidros e Datação, na Faculdade de Tecnologia de São Paulo, pelo grupo de Sônia Tatumi, que também usa a termoluminescência.

Outro método não-destrutivo é a ressonância paramagnética nuclear (EPR), também chamada ressonância de spin eletrônico (ESR). Apesar de ser menos sensível que a termoluminescência, ele permite a determinação do número de elétrons aprisionados sem precisar libertá-los, como acontece na termoluminescência e na LOE. O método aproveita o fato de que os elétrons aprisionados possuírem um campo magnético ao seu redor. O que é medido é a quantidade desses campos. Permite uma precisão de 10% e a datação de objetos entre 1000 a 1 milhão de anos.

No ano passado, pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Fundação Museu do Homem Americano, no Piauí, publicaram na revista Journal of Archaeological Science resultados com estudos com EPR e termoluminescência sobre formação de calcita em pinturas rupestres no Parque da Capivara, no Piauí. Os estudos com EPR foram feitos por Oswaldo Baffa Filho, na USP de Ribeirão Preto. Os resultados indicam que a ocupação humana se deu antes de 35 mil anos atrás, em contradição com as teorias atuais sobre a ocupação do continente americano, que teria começado há apenas 12 mil anos.

Uma datação posterior com carbono-14, feita pelos Marvin Rowe e Karen Steelman, entretanto, indicou uma idade de no máximo 3800 anos. A datação foi publicada na mesma revista em 2003 e foi feita em oxalato de cálcio, uma substância que encontraram na calcita sobre as pinturas rupestres. Os autores dizem que, até que essa controvérsia seja resolvida, as medidas com EPR e termoluminescência não podem ser consideradas conclusivas.

Na técnica da racemização de aminoácidos, é analisada a proporção entre aminoácidos dextrógiros e levógiros. Os aminoácidos são moléculas complexas que constituem as proteínas. Em geral, para cada aminoácido, existem duas versões quase idênticas - a não ser por uma ser a imagem no espelho da outra. Diz-se que são "isômeros ópticos". Um grupo é chamado dextrógiro e o outro levógiro. Ocorre que, nos organismos vivos, apenas aminoácidos dextrógiros aparecem. Entretanto, depois que o organismo morre, reações químicas vão transformando parte dos aminoácidos dextrógiros em levógiros, até chegar a um equilíbrio. Observando a quantidade de aminoácidos levógiros em um fóssil permite inferir há quanto tempo o organismo morreu.

Novos métodos continuam sendo criados. Recentemente, pesquisadores de Israel descobriram uma nova maneira de datar objetos de chumbo, um material muito usado na Antigüidade para fazer pesos, revestimentos, tubos etc. O método, publicado em 28 de julho na revista britânico-alemã New Journal of Physics, consiste na determinação da espessura da camada corrosiva que se desenvolve lentamente sobre o chumbo - quanto maior a idade, maior a espessura. Os cientistas usaram a nova técnica para datar objetos de 750 a 2500 anos encontrados no sítio de Tel-Dor, na costa de Israel, também conhecido pelos seus nomes árabes Tantura ou Khirbet el-Burq. Segundo os cientistas, é o primeiro método que permite a datação direta de artefatos de chumbo.

Muitas vezes diferentes métodos se complementam. Segundo Sônia Tatumi, da Fatec, é importante usar vários métodos para datar o mesmo objeto. O carbono-14 e a termoluminescência, por exemplo, "são métodos em que a teoria física é completamente diferente", explica a pesquisadora. "Se você tem uma idade que bate com os dois métodos, você tem certeza de que esse é o valor."


_____________________________________________________________________________________

Como não temos um método científico, preferimos ter a certeza de que o grande REX não conseguiu chegar a tempo de entrar na arca, e aquela "especulação" pode ser chamada de teoria, assim como as idéias dele são chamadas de fé.

o que me lembra um blog: http://www.umsabadoqualquer.com/

Vale a pena conferir.




domingo, 12 de setembro de 2010

O universo de Stephen Hawking




Alquimia cósmica, artigo de Marcelo Gleiser

Bem antes de existirem alquimistas humanos, o Universo já realizava o suposto milagre da transmutação no coração das estrelas


Marcelo Gleiser, professor de Física Teórica do Dartmouth College, em Hanover, EUA, e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu", mantém no caderno “Mais!” da “Folha de SP” a coluna “Micro/Macro”, onde publicou este texto:

Durante a Idade Média e até o início do século 18, alquimistas tentaram um feito impossível: a transmutação de elementos químicos, em particular chumbo, em ouro, usando reações químicas comuns.

O impossível aqui, como foi descoberto bem mais tarde, não é a transmutação dos elementos em si, mas fazê-lo usando reações com energias típicas de reações químicas, baseadas na troca de elétrons entre elementos.

O problema é que a identidade de um elemento químico, se é hidrogênio, carbono ou manganês, não vem do número de elétrons circulando em torno de seu núcleo, mas do de prótons no núcleo.

Hidrogênio, o elemento mais simples e mais comum no Universo, tem apenas um próton no núcleo. Hélio, o próximo, tem dois.

Leitores familiarizados com a Tabela Periódica sabem que os elementos são arranjados (da esquerda para a direita) de acordo com o seu "número atômico", o número de prótons no núcleo. Ouro tem 79 e chumbo, 82.

Transmutação só é possível quando muda o número de prótons no núcleo. Para isso, são necessárias reações nucleares com energias milhões de vezes maiores do que as energias típicas das reações químicas.

Não dá para aquecer chumbo com um foguinho, misturá-lo com outros compostos e obter ouro. O que não significa que a alquimia não tenha sido importante para o desenvolvimento da química, especialmente devido à identificação de vários elementos. Mas a verdadeira alquimia precisa de física nuclear.

Bem antes de existirem alquimistas humanos, uns 13 bilhões de anos antes, o Universo já realizava o suposto milagre da transmutação no coração das estrelas.

É impossível olhar para o mundo à nossa volta e não se perguntar de onde vieram os elementos químicos que compõem as coisas da natureza.

Pedras, plantas, água, animais, carros, poluição, tudo é composto de 92 elementos, do hidrogênio ao urânio, combinados em moléculas. A origem desses elementos está profundamente ligada à história cósmica. E nós também, já que somos feitos desses mesmos elementos.

Durante o primeiro minuto de sua existência, o Universo não tinha átomos. Apenas prótons, nêutrons (a outra partícula que compõe o núcleo) e elétrons viajavam pelo espaço, interagindo violentamente entre si e com a radiação, como pedaços de legume em uma sopa em ebulição.

(A água, nessa analogia, é a radiação.) Quando a temperatura da sopa cósmica caiu abaixo das equivalentes às energias nucleares, os núcleos dos três elementos mais simples (hidrogênio, hélio e lítio) foram formados.

Os primeiros átomos só surgiram 400 mil anos mais tarde, quando elétrons juntaram-se aos prótons para formar hidrogênio e hélio. Com eles, estrelas puderam nascer. Delas, surgiram os elementos mais pesados.

No coração das estrelas ocorre a fusão do hidrogênio em outros elementos. As enormes pressões geram temperaturas de dezenas de milhões de graus, que causam reações capazes de fundir prótons com prótons, formando, como num jogo de lego, outros elementos.

Nas estrelas como o Sol, a fusão vai até o carbono e oxigênio. Nas mais pesadas, até o ferro. São elas as fornalhas alquímicas do cosmo. Quando morrem, explodem com tal força que os elementos mais pesados que o ferro podem ser formados, até o urânio.

O oxigênio da água, o sódio e o cloro do sal, o carbono da sua pele e das plantas, todos foram forjados em estrelas, os grandes laboratórios alquímicos do cosmo. Pense nisso na próxima vez em que colocar sal no feijão.
(Folha de SP, 18/9)
Retirado do Jornal da Ciência http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=31515


Alquimia Cosmica - Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



Parte 6

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Povo Brasileiro (Documentário)



Conhecer o povo brasileiro, e sua formação, é o mínimo para a compreensão das diferenças existentes no Brasil, diferenças étnicas e culturais, que fazem nosso país único. Compreender as diferenças que se unem formando um Brasil, faz parte de um conhecimento que se transforma em respeito, e educação sem respeito não existe. Abaixo está um texto retirado de um site para servir de resumo do que vocês irão assistir.

O povo brasileiro, é um documentário baseado em um livro.
Link para Download do livro: http://migre.me/13EIj
Link para comprar o livro em um preço bem bacana: R$ 21,90 http://migre.me/13EM8

Uma só palavra ou teoria não seria capaz de abarcar todos os processos e experiências históricas que marcaram a formação do povo brasileiro. Marcados pelas contradições do conflito e da convivência, constituímos uma nação com traços singulares que ainda se mostram vivos no cotidiano dos vários tipos de “brasileiros” que reconhecemos nesse território de dimensões continentais.

A primeira marcante mistura aconteceu no momento em que as populações indígenas da região entraram em contato com os colonizadores do Velho Mundo. Em meio ao interesse de exploração e o afastamento dos padrões morais europeus, os portugueses engravidaram várias índias que deram a luz à nossa primeira geração de mestiços. Fora da dicotomia imposta entre os “selvagens” (índios) e os “civilizados” (europeus), os mestiços formam um primeiro momento do nosso variado leque de misturas.

Tempos depois, graças ao interesse primordial de se instalar a empresa açucareira, uma grande leva de africanos foi expropriada de suas terras para viverem na condição de escravos. Chegando a um lugar distante de suas referências culturais e familiares, tendo em vista que os mercadores separavam os parentes, os negros tiveram que reelaborar o seu meio de ver o mundo com as sobras daquilo que restava de sua terra natal.

Isso não quer dizer que eles viviam uma mesma realidade na condição de escravos. Muitos deles, não suportando o trauma da diáspora recorriam ao suicídio, à violência e aos quilombos para se livrar da exploração e elaborar uma cultura à parte da ordem colonial. Outros conseguiam meios de comprar a sua própria liberdade ou, mesmo sendo vistos como escravos, conquistavam funções e redes de relacionamento que lhes concediam uma vida com maiores possibilidades.

Não se limitando na esfera de contato entre o português e o nativo, essa mistura de povos também abriu novas veredas com a exploração sexual dos senhores sobre as suas escravas. No abuso da carne de suas “mercadorias fêmeas”, mais uma parcela de inclassificáveis se constituía no ambiente colonial. Com o passar do tempo, os paradigmas complexos de reconhecimento dessa nova gente passou a limitar na cor da pele e na renda a distinção dos grupos sociais.

Ainda assim, isso não impedia que o caleidoscópio de gentes estabelecesse uma ampla formação de outras culturas que marcaram a regionalização de tantos espaços. Os citadinos das grandes metrópoles do litoral, os caipiras do interior, os caboclos das regiões áridas do Nordeste, os ribeirinhos da Amazônia, a região de Cerrado e os pampas gaúchos são apenas alguns dos exemplos que escapam da cegueira restritiva das generalizações.

Enquanto tantas sínteses aconteciam sem alcançar um lugar comum, o modelo agroexportador foi mui vagarosamente perdendo espaço para os anseios da modernização capitalista. A força rude e encarecida do trabalho escravo acabou abrindo espaço para a entrada de outros povos do Velho Mundo. Muitos deles, não suportando os abalos causados pelas teorias revolucionárias, o avanço do capitalismo e o fim das monarquias, buscaram uma nova oportunidade nessa já indefinida terra brasilis.

Italianos, alemães, poloneses, japoneses, eslavos e tantos mais não só contribuíram para a exploração de novas terras, como cumpriram as primeiras jornadas de trabalho em ambiente fabril. Assim, chegamos às primeiras décadas do século XX, quando nossos intelectuais modernistas pensaram com mais intensidade essa enorme tralha de culturas que forma a cultura de um só lugar. E assim, apesar das diferenças, frestas, preconceitos e jeitinhos, ainda reconhecemos o tal “brasileiro”.

Retirado do site http://migre.me/13EJR



Abaixo o link da lista de reprodução do Youtube
http://migre.me/13EJ2

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pro dia nascer feliz - DOCUMENTÁRIO

"Pro Dia Nascer Feliz" é o segundo longa-metragem do diretor João Jardim, diretor do cultuado documentário "Janela da Alma" que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. Através de uma investigação do relacionamento do adolescente com a escola - ambiente fundamental em sua formação - o diretor traz à tona, além de questões comuns a qualquer adolescente dentro do ambiente escolar, questões como a desigualdade social e o impacto da banalização da violência no desenvolvimento de muitos desses jovens.




terça-feira, 8 de junho de 2010

Olhos Azuis

Através da coragem e determinação de uma mulher, a professora aposentada, Jane Elliott, o racismo e as diferenças sociais nos Estados Unidos são expostos de forma crua e impactante.
A professora americana, em seu workshop, questiona, discute e instiga os espectadores a despertar para a dura realidade em uma sociedade vista como livre e justa.
Toda a experiência, denominada The Eyes of Storm ( Os Olhos da Tempestade), ela mostra sem qualquer constrangimento as injustiças e hipocrisias cometidas ao longo de décadas e que se refere também a qualquer nação do mundo. Toda a lógica de seu depoimento causa certa apreensão para questões até então esquecidas ou ignoradas.
Até para aqueles com um mínimo de sensibilidade, não há como não se emocionar com seus relatos de perseguição,intolerância, e superação e talvez até se identificar com seus próprios conceitos. E se depois de assistir os noventa minutos do documentário ficar alheio ao mesmo, significa que não sabe o que é o respeito ao próximo.
Um trabalho genial que deve ser visto pelo maior número de pessoas possível!




segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tudo sobre Incerteza- Mecanica Quântica

Faça uma viagem de entortar a cabeça ao mundo da mecânica quântica. Aprenda como a descoberta de partículas elementares, chamadas "quarks" mudou a física para sempre. Veja como as leis familiares de Newton falharam em sustentar o universo atômico e como Einstein salvou o dia com sua especial Teoria da Relatividade.
- O que é a luz de acordo com Einstein?
- Qual é o principio da incerteza de Heinsenberg?
- Como a mecânica quântica desafia o senso comum?
- Porque aceitar uma teoria baseada no principio da incerteza?
- O que é o gato de Schroedinger?
- O que é a totalidade sem costura e quem a desenvolveu?
- O significado da declaração de Einstein: "Deus não joga dados". Você concorda? E quais as implicações se ela for ou não verdade.