domingo, 12 de setembro de 2010

O universo de Stephen Hawking




Alquimia cósmica, artigo de Marcelo Gleiser

Bem antes de existirem alquimistas humanos, o Universo já realizava o suposto milagre da transmutação no coração das estrelas


Marcelo Gleiser, professor de Física Teórica do Dartmouth College, em Hanover, EUA, e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu", mantém no caderno “Mais!” da “Folha de SP” a coluna “Micro/Macro”, onde publicou este texto:

Durante a Idade Média e até o início do século 18, alquimistas tentaram um feito impossível: a transmutação de elementos químicos, em particular chumbo, em ouro, usando reações químicas comuns.

O impossível aqui, como foi descoberto bem mais tarde, não é a transmutação dos elementos em si, mas fazê-lo usando reações com energias típicas de reações químicas, baseadas na troca de elétrons entre elementos.

O problema é que a identidade de um elemento químico, se é hidrogênio, carbono ou manganês, não vem do número de elétrons circulando em torno de seu núcleo, mas do de prótons no núcleo.

Hidrogênio, o elemento mais simples e mais comum no Universo, tem apenas um próton no núcleo. Hélio, o próximo, tem dois.

Leitores familiarizados com a Tabela Periódica sabem que os elementos são arranjados (da esquerda para a direita) de acordo com o seu "número atômico", o número de prótons no núcleo. Ouro tem 79 e chumbo, 82.

Transmutação só é possível quando muda o número de prótons no núcleo. Para isso, são necessárias reações nucleares com energias milhões de vezes maiores do que as energias típicas das reações químicas.

Não dá para aquecer chumbo com um foguinho, misturá-lo com outros compostos e obter ouro. O que não significa que a alquimia não tenha sido importante para o desenvolvimento da química, especialmente devido à identificação de vários elementos. Mas a verdadeira alquimia precisa de física nuclear.

Bem antes de existirem alquimistas humanos, uns 13 bilhões de anos antes, o Universo já realizava o suposto milagre da transmutação no coração das estrelas.

É impossível olhar para o mundo à nossa volta e não se perguntar de onde vieram os elementos químicos que compõem as coisas da natureza.

Pedras, plantas, água, animais, carros, poluição, tudo é composto de 92 elementos, do hidrogênio ao urânio, combinados em moléculas. A origem desses elementos está profundamente ligada à história cósmica. E nós também, já que somos feitos desses mesmos elementos.

Durante o primeiro minuto de sua existência, o Universo não tinha átomos. Apenas prótons, nêutrons (a outra partícula que compõe o núcleo) e elétrons viajavam pelo espaço, interagindo violentamente entre si e com a radiação, como pedaços de legume em uma sopa em ebulição.

(A água, nessa analogia, é a radiação.) Quando a temperatura da sopa cósmica caiu abaixo das equivalentes às energias nucleares, os núcleos dos três elementos mais simples (hidrogênio, hélio e lítio) foram formados.

Os primeiros átomos só surgiram 400 mil anos mais tarde, quando elétrons juntaram-se aos prótons para formar hidrogênio e hélio. Com eles, estrelas puderam nascer. Delas, surgiram os elementos mais pesados.

No coração das estrelas ocorre a fusão do hidrogênio em outros elementos. As enormes pressões geram temperaturas de dezenas de milhões de graus, que causam reações capazes de fundir prótons com prótons, formando, como num jogo de lego, outros elementos.

Nas estrelas como o Sol, a fusão vai até o carbono e oxigênio. Nas mais pesadas, até o ferro. São elas as fornalhas alquímicas do cosmo. Quando morrem, explodem com tal força que os elementos mais pesados que o ferro podem ser formados, até o urânio.

O oxigênio da água, o sódio e o cloro do sal, o carbono da sua pele e das plantas, todos foram forjados em estrelas, os grandes laboratórios alquímicos do cosmo. Pense nisso na próxima vez em que colocar sal no feijão.
(Folha de SP, 18/9)
Retirado do Jornal da Ciência http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=31515


Alquimia Cosmica - Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



Parte 6

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Povo Brasileiro (Documentário)



Conhecer o povo brasileiro, e sua formação, é o mínimo para a compreensão das diferenças existentes no Brasil, diferenças étnicas e culturais, que fazem nosso país único. Compreender as diferenças que se unem formando um Brasil, faz parte de um conhecimento que se transforma em respeito, e educação sem respeito não existe. Abaixo está um texto retirado de um site para servir de resumo do que vocês irão assistir.

O povo brasileiro, é um documentário baseado em um livro.
Link para Download do livro: http://migre.me/13EIj
Link para comprar o livro em um preço bem bacana: R$ 21,90 http://migre.me/13EM8

Uma só palavra ou teoria não seria capaz de abarcar todos os processos e experiências históricas que marcaram a formação do povo brasileiro. Marcados pelas contradições do conflito e da convivência, constituímos uma nação com traços singulares que ainda se mostram vivos no cotidiano dos vários tipos de “brasileiros” que reconhecemos nesse território de dimensões continentais.

A primeira marcante mistura aconteceu no momento em que as populações indígenas da região entraram em contato com os colonizadores do Velho Mundo. Em meio ao interesse de exploração e o afastamento dos padrões morais europeus, os portugueses engravidaram várias índias que deram a luz à nossa primeira geração de mestiços. Fora da dicotomia imposta entre os “selvagens” (índios) e os “civilizados” (europeus), os mestiços formam um primeiro momento do nosso variado leque de misturas.

Tempos depois, graças ao interesse primordial de se instalar a empresa açucareira, uma grande leva de africanos foi expropriada de suas terras para viverem na condição de escravos. Chegando a um lugar distante de suas referências culturais e familiares, tendo em vista que os mercadores separavam os parentes, os negros tiveram que reelaborar o seu meio de ver o mundo com as sobras daquilo que restava de sua terra natal.

Isso não quer dizer que eles viviam uma mesma realidade na condição de escravos. Muitos deles, não suportando o trauma da diáspora recorriam ao suicídio, à violência e aos quilombos para se livrar da exploração e elaborar uma cultura à parte da ordem colonial. Outros conseguiam meios de comprar a sua própria liberdade ou, mesmo sendo vistos como escravos, conquistavam funções e redes de relacionamento que lhes concediam uma vida com maiores possibilidades.

Não se limitando na esfera de contato entre o português e o nativo, essa mistura de povos também abriu novas veredas com a exploração sexual dos senhores sobre as suas escravas. No abuso da carne de suas “mercadorias fêmeas”, mais uma parcela de inclassificáveis se constituía no ambiente colonial. Com o passar do tempo, os paradigmas complexos de reconhecimento dessa nova gente passou a limitar na cor da pele e na renda a distinção dos grupos sociais.

Ainda assim, isso não impedia que o caleidoscópio de gentes estabelecesse uma ampla formação de outras culturas que marcaram a regionalização de tantos espaços. Os citadinos das grandes metrópoles do litoral, os caipiras do interior, os caboclos das regiões áridas do Nordeste, os ribeirinhos da Amazônia, a região de Cerrado e os pampas gaúchos são apenas alguns dos exemplos que escapam da cegueira restritiva das generalizações.

Enquanto tantas sínteses aconteciam sem alcançar um lugar comum, o modelo agroexportador foi mui vagarosamente perdendo espaço para os anseios da modernização capitalista. A força rude e encarecida do trabalho escravo acabou abrindo espaço para a entrada de outros povos do Velho Mundo. Muitos deles, não suportando os abalos causados pelas teorias revolucionárias, o avanço do capitalismo e o fim das monarquias, buscaram uma nova oportunidade nessa já indefinida terra brasilis.

Italianos, alemães, poloneses, japoneses, eslavos e tantos mais não só contribuíram para a exploração de novas terras, como cumpriram as primeiras jornadas de trabalho em ambiente fabril. Assim, chegamos às primeiras décadas do século XX, quando nossos intelectuais modernistas pensaram com mais intensidade essa enorme tralha de culturas que forma a cultura de um só lugar. E assim, apesar das diferenças, frestas, preconceitos e jeitinhos, ainda reconhecemos o tal “brasileiro”.

Retirado do site http://migre.me/13EJR



Abaixo o link da lista de reprodução do Youtube
http://migre.me/13EJ2

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pro dia nascer feliz - DOCUMENTÁRIO

"Pro Dia Nascer Feliz" é o segundo longa-metragem do diretor João Jardim, diretor do cultuado documentário "Janela da Alma" que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. Através de uma investigação do relacionamento do adolescente com a escola - ambiente fundamental em sua formação - o diretor traz à tona, além de questões comuns a qualquer adolescente dentro do ambiente escolar, questões como a desigualdade social e o impacto da banalização da violência no desenvolvimento de muitos desses jovens.




terça-feira, 8 de junho de 2010

Olhos Azuis

Através da coragem e determinação de uma mulher, a professora aposentada, Jane Elliott, o racismo e as diferenças sociais nos Estados Unidos são expostos de forma crua e impactante.
A professora americana, em seu workshop, questiona, discute e instiga os espectadores a despertar para a dura realidade em uma sociedade vista como livre e justa.
Toda a experiência, denominada The Eyes of Storm ( Os Olhos da Tempestade), ela mostra sem qualquer constrangimento as injustiças e hipocrisias cometidas ao longo de décadas e que se refere também a qualquer nação do mundo. Toda a lógica de seu depoimento causa certa apreensão para questões até então esquecidas ou ignoradas.
Até para aqueles com um mínimo de sensibilidade, não há como não se emocionar com seus relatos de perseguição,intolerância, e superação e talvez até se identificar com seus próprios conceitos. E se depois de assistir os noventa minutos do documentário ficar alheio ao mesmo, significa que não sabe o que é o respeito ao próximo.
Um trabalho genial que deve ser visto pelo maior número de pessoas possível!




segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tudo sobre Incerteza- Mecanica Quântica

Faça uma viagem de entortar a cabeça ao mundo da mecânica quântica. Aprenda como a descoberta de partículas elementares, chamadas "quarks" mudou a física para sempre. Veja como as leis familiares de Newton falharam em sustentar o universo atômico e como Einstein salvou o dia com sua especial Teoria da Relatividade.
- O que é a luz de acordo com Einstein?
- Qual é o principio da incerteza de Heinsenberg?
- Como a mecânica quântica desafia o senso comum?
- Porque aceitar uma teoria baseada no principio da incerteza?
- O que é o gato de Schroedinger?
- O que é a totalidade sem costura e quem a desenvolveu?
- O significado da declaração de Einstein: "Deus não joga dados". Você concorda? E quais as implicações se ela for ou não verdade.



















sábado, 3 de abril de 2010

Educar para a revolução

Eu escrevi esse texto agora nas férias... Está ainda sem revisão, mas vale a pena ler!





I-A Revolução

A revolução está dentro de nós, no simples ato de pensar, no não tão simples ato de ser crítico, e na essência de buscar. Buscar liberdade, igualdade, e fraternidade, sem perder a dignidade. Buscar uma conscientização, buscar um amanhã. Mas um revolucionário está pronto para a batalha quando a busca pelo amanha está permeada de esperança na vitória das pequenas batalhas. A microbatalha interna contra nosso “Eu” anti-revolucionário, e a microbatalha contra o próximo que está cheio de achismos e idéias deturpadas pela educação recebida desde a sua idade pré-escolar*. O revolucionário terá essa tomada de consciência e perceberá que muita das coisas que estão a sua volta não são corretas para sua nova perspectiva. E principalmente o revolucionário deverá possui uma esperança da mudança, na mudança.
A revolução que acredito é da revolução através da educação. No Brasil seria de extrema dificuldade qualquer grande mobilização que não passasse pela mídia. Uma revolução não pode ser feita sem o apoio do povo. Quem somos nós para dizer-lhes o que é melhor? O povo deverá apoiar a revolução. Talvez o apoio não seja pela consciência, mas deverá ser, no mínimo, pela indignação com o estado presente.
Tanto o povo que acredita que a educação pode salvar vidas é um povo consciente, quanto o povo que mesmo não acreditando na educação para uma revolução, apóia esse movimento pela indignação do estado presente, são um consciente.
Sendo assim a tomada de consciência que estou falando é a formação do ser crítico. Aquele que não aceita de primeira o veredito, mas se questiona e consegue chegar a uma conclusão coerente. Com a educação para a formação desse ser crítico uma massa de cidadãos terá sede de mudança, e a partir desse ponto poderemos ter a certeza de que o povo irá se questionar, pedir e irá lutar.
E vencerá porque as trevas não apagarão um ponto que há luz. Mas um ponto poderá iluminar outros pontos, e assim, triunfarão sobre as trevas.
Nesse momento, que pode ser talvez daqui há 1 ano, 10 anos, 50 anos, ou sem 100 anos, teremos uma sociedade mais sã e consciente, que terá a noção de simples “porquês” que são atualmente segregados à uma “elite intelectual” como o por que da necessidade de conservação do nosso planeta, da preservação do meio ambiente, da não emissão de gases estufa.

Do “por que” da necessidade da educação, compreensão ao próximo, e da necessidade da paz ao invés da guerra.
Nesse estado teremos a certeza de que o mundo é feito de incertezas, e que a revolução através da educação começa em nós e vai para o mundo, e assim milhares de revoluções estarão surgindo no coração de todos os brasileiros. Os novos revolucionários que estarão lutando contra as injustiças e mazelas.
Portanto, ao conseguir uma educação justa para toda a população teremos a sociedade falando em uníssono suas vontades, e por mais diferentes que sejam, poderão ser ouvidas porque serão claras e conscientes.
E Deus disse haja educação. E houve luz.


II - Reformando a Mente e a Escola para a Revolução.

Pensar em uma Revolução na Educação é pensar em uma escola de qualidade na qual todas as pessoas tenham os mesmos direitos e oportunidades. Pensar numa Revolução é pensar na quebra do paradigma vigente na escola atual e se lançar na maravilhosa mudança que essa ruptura poderá gerar. A escola de todos e para todos pode existir quando houver uma reforma do pensamento, talvez de um senso comum, que barra qualquer esperança no êxito da mudança. Se para muitos o estado energético mais estável é aquele sentado em frente a uma caixa com tubos cheios de elétrons que formam imagens, pensamentos, e opiniões, para outros esse estado causa inquietude, desejo de mudança, uma sede de Revolução brota no peito e faz com que haja uma busca incansável pela transformação. Quando esse homo sapiens consciente trabalha com a Educação, temos uma potencial fonte de mudança. Como já dizia um grande sábio “um sonho sonhado sozinho é um sonho, mas um sonho sonhado em conjunto é uma realidade”, e como uma reação em cadeia a mudança poderá ocorrer e a reformulação da escola vai se dando pela reformulação das mentes e as mentes vão reformulando a escola. Todas aquelas pessoas que ficam inquietas com as injustiças podem fazer sua parte para mudar, mas um educador tem a oportunidade de agir e formar opiniões e pessoas com novos valores e idéias.
A revolução começa com você que acredita na mudança e procura outras pessoas que também acreditam, o cristianismo começou com 12 homens, acredito nos dias de hoje há muito mais do que 12 pessoas que crêem na educação, então podemos mudar o mundo. Podemos fazer com que uma escola de qualidade exista, podemos fazer com que a inclusão seja real, basta ter iniciativa para mudar.
Comece com seu próprio discurso, o que você fala tem poder e muitas vezes as palavras são mais fáceis do que a ação. Em seguida faça algo para mudar. Ao invés de acordar sem a menor vontade de trabalhar, tente acordar sabendo que você faz a diferença na vida de muitas pessoas, e nunca desanime com aquelas que ainda não sabem da sua importância.
Trabalhe todo dia acreditando na mudança e pregue isso para outras pessoas, a Educação têm o poder de transformar as vidas, mesmo sendo um caminho árduo, e doloroso no qual devemos ter perseverança e acreditar que é possível mudar.


III - A Revolução na Educação e a sua influência na Sociedade.


E fez-se a sociedade com total consciência de seus defeitos e de suas qualidades....

Partindo desse princípio será que todos os problemas estarão resolvidos? Creio que não. A vida é constituída de inúmeras incertezas, não podemos acreditar que tudo poderá ser mensurável, que todos serão seres “ideais”, e que a sociedade estará como um todo migrando para a tão desejada igualdade, porque a diferença é parte da sociedade. Somos seres iguais em uma essência, porque todos nós, seja como for, negro, branco, oriental, ou brasileiro (brasileiro no sentido de miscigenado), temos a mesma base biológica, mas há uma diferença no nosso desenvolvimento ao longo da vida, experiências vividas e assimiladas.
Para uns, Deus nos fez humanos, mas para outros somos apenas evolução do macaco. Para uns, a vida acaba com a morte, mas para outros, a morte é transição para outra vida. Uns gostam de Samba, Bossa, Mpb. Outros, Pagode, Rock, e Sertanejo. E também há aqueles que gostam de todos esses estilos. O ser humano diferencia-se na cultura e na assimilação de experiências ao longo da vida, e esse é um dos motivos de haver tanta diferença em seres tão parecidos.
A cultura como expressão da produção de uma sociedade deve ser respeitada, e isso também faz parte da revolução na educação. Deve ser ensinado o respeito à cultura. Não podemos obrigar um ser humano gostar de samba, mas deveria ser proibido um ser humano menosprezar tal manifestação cultural. Não podemos dominar o gosto, mas podemos pedir respeito a qualquer manifestação cultural que seja benéfica à sociedade.
Deve ser ensinado na escola a respeitar o próximo e o mundo. Como já disse anteriormente cada ser possui uma experiência de vida e uma assimilação dessas experiências. Considerando esses fatos o respeito ao próximo e à sua idéia é importante para um mundo mais saudável. Com o respeito ao próximo, adotando-o como irmão de um planeta poderemos constituir uma sociedade mais igualitária, porque a globalização está acontecendo cada vez mais intensamente e não devemos desrespeitar outro país, ou outro ser humano com idéias diferentes da nossa, mas devemos através do diálogo expor nossas idéias sem tentar convencer de nossos ideais à força, mas com argumentos coerentes. Deve haver total liberdade para alguém chegar e dizer que tudo que eu estou escrevendo é uma besteira, mas ele deverá ter argumentos para tal, e eu terei direito a resposta, e poderei corrigir pontos em minha fala que mudarei de idéia, assim como ele mudará pontos na fala dele. Dessa forma o mundo evolui. Isso é educação através do diálogo.
A utopia da revolução seria dizer que todos iriam se transformar através da educação em seres mais “evoluídos”. A partir daí poderemos ter uma desigualdade educacional, muito observada por professores universitários, por exemplo, que se julgam mais aptos ou inteligentes do que os alunos por possuir diploma de Doutor, ou acha que entende o que a sociedade pede porque escreve artigos. Essa é parte da complexidade do mundo, tentamos resolver um lado, mas outro fica em pendência por isso. Para evitar esse tipo de desigualdade devemos manter rígido o ensino do respeito ao próximo, porque adotando a idéia de que cada ser humano se desenvolve com uma velocidade diferente, NÃO PODEMOS DESRESPEITAR AQUELES QUE SE DESENVOLVEM MAIS LENTAMENTE. Se esse ponto não for assimilado por todos teremos mais desigualdade educacional, onde uns se julgarão superiores por possuírem uma facilidade maior de assimilação. Mas os superiores serão aqueles que sabem respeitar as diferenças, e ajudam os outros a se desenvolverem, sem se sentirem superiores por isso.
A revolução educacional não acabará com a violência, mas fará ela diminuir absurdamente.
O que nos faz ser violentos? Para muitos a violência nas ruas através de assaltos, assassinatos, entre outras atrocidades, é causada por pessoas com falta de oportunidade que roubam porque não tiveram oportunidade de outra vida. Bem se há realmente uma revolução educacional todos terão as oportunidades. Mas porque a violência não irá acabar? Porque a violência do ser humano vai além da educação, já vimos pessoas com muitas oportunidades e educação matando, roubando, entre outros.
E a corrupção? Será ela inversamente proporcional à educação, ou seja, quanto mais educado é o ser humano, mais corrupto ele é. Na minha opinião a corrupção está ligada a noção de consciência do ser humano. Atualmente as pessoas que praticam os maiores atos de corrupção estão no meio político, mas não podemos esquecer dos pequenos atos de corrupção. A corrupção existe desde o simples momento que você sabe que está errado, mas sente um prazer em tirar uma vantagem. Nesse ponto, a pessoa que não sabe que está cometendo um ato inválido não está sendo corrupta. Assim como a noção de pecado, afinal como alguém pode pecar se não sabe que tal atitude é errada. Então a corrupção está ligada ao grau de consciência do indivíduo. Como combatê-la? Para mim a única solução é começar a desenvolver o senso do certo e errado, e a idéia de que a sua vida esta ligada à de diversas pessoas, assim algum ato para tirar vantagem poderá prejudicar o próximo.
E assim ocorre, como uma reação em cadeia, até que um ser humano com bom senso resolve parar. Um ser corrupto, provoca indignação no próximo, que por sofrer de uma atitude errada, faz o mesmo para não ficar por baixo, e assim por diante...
É importante na educação do cidadão, a escola ensinar que o mundo está ligado e os seres humanos devem cooperar para crescerem juntos ao invés de competir entre si, em uma batalha onde os dois saem perdendo.
Ao longo dos tempos estamos vendo apenas a escola como o imenso regador da competição e discórdia entre as pessoas. Com a desculpa de preparar para a vida, a escola instrui a competição entre os alunos mostrando suas fraquezas perante ao colega, ao invés de mostrar que o colega pode ser uma ponte de apoio para seu desenvolvimento. Assim somos ensinados que ajudar o próximo é colar, que um aluno que aprende em uma velocidade diferente é burro, e que temos que superar nosso colega porque o mundo é isso, COMPETIÇÃO.
Nesse ponto a escola esquece que o mundo cresceria melhor como uma cooperação entre os seres humanos, se um aluno tem dificuldade em matemática e facilidade em português, já outro tem dificuldade em português mas facilidade em matemática, por que os dois não se ajudam para melhorar como um todo? Porque a escola não instrui a isso. Desde pequenos crescemos com o dogma do professor tem a razão. “Lógico que ele está certo, ele é o professor!”. Isso está errado, e se isso não mudar não teremos nunca uma revolução pela educação.
A formação do ser crítico descarta a hipótese do professor como senhor da sabedoria, mas teremos professores mediadores do conhecimento.
Quem nunca reparou que devido ao ensino de “qualidade” muitas pessoas consideram que receber um diploma é o fim da linha, e ao recebê-lo possui todo conhecimento necessário à uma profissão, ou mais, quem nunca se deparou ao achar um cara inteligente por sua capacidade de armazenar informações? Esses pensamentos devem estar fora da escola revolucionária, deveremos ter cidadãos aptos à aprender, ensinando-os a aprender, para que busquem algum dia mais conhecimento, para que consigam mudar o foco de suas vidas quando quiserem, para que mesmo com 100 anos consigam aprender e não se sentirem velhos que já não há mais o que aprender.


Como disse Paracelso: "A aprendizagem é a nossa vida, desde a juventude até à velhice, de fato quase até à morte; ninguém vive durante dez horas sem aprender".

Nos dias de hoje, com os avanços da tecnologia como internet, e outros meio de comunicação não passamos nem 1 minuto sem aprender algo, sem nossa mente ser bombardeada por informações. Já estamos viciados em informação, em fazer algo. Quem não fica com tédio de não ter nada para fazer? Às vezes estamos 30 minutos sem nada pra fazer já estamos entediados. Temos criado o vício das atividades e da busca por informação. Esse é um ponto positivo para a revolução, quando a informação é relevante, ou o ser humano é critico para selecionar quais informações são ou não são relevantes.
Como ficará a sociedade pós-revolução educacional? Primeiro seria necessário responder o que seria o marco da revolução, em que ponto começaria e em que ponto terminaria a revolução educacional. A partir do fim da revolução educacional teríamos, ou não uma revolução social, política, humanista, entre outros.
Atualmente o governo estipula uma prova pra medir o nível das escolas. É complicado uma prova medir o nível da escola brasileira, por exemplo, como medir a escola urbana, rural, indígena, remanescente quilombola, de imigrantes, particulares, públicas, sendo que as escolas são diferentes, as culturas são diferentes, mas a prova é a mesma. É necessário ensinar o respeito à diferença, mas a prova tenta romper a barreira das diferenças.
Nos perceberemos que a revolução através da educação está dando certo quando a sociedade começar a mudar, abaixarem os níveis de violência e corrupção, o passará a ser mais consciente, haverá mais paz, as pessoas irão cooperar mais ao invés de competir e haverá um aumento na harmonia entre as pessoas, o nível de analfabetismo irá para muito próximo do zero, não haverá crianças fora da escola para trabalhar, entre outros pontos.
Não poderemos mensurar a revolução através de uma prova. Se o Brasil todo tirar 10 em uma prova terei a certeza que ele estudou para a prova, mas se o Brasil tirar 5 e conseguir ter as mudanças citadas a cima terei certeza que a revolução através da educação esta sendo feita. E a partir daí não estaremos mais revolucionando, mas estaremos em um estado de maior harmonia entre as pessoas.



IV Pós-Revolução

Como, então, seria uma revolução educacional, se colocarmos o foco principal na sala de aula. Primeiramente deveremos ressaltar mais uma vez que a educação está além da aula, e somos todos em essência educadores. Quando Rubem Alves diz
"Os educadores onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores há aos milhares, mas professor é profissão, não é algo que se define por amor... Educador não é profissão, é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor..."
Com certeza nesse momento poderemos lembrar das mães que educam com todo carinho do mundo, mas nunca fizeram uma faculdade para tal. E outros professores que estudam anos e anos, mas não conseguem obter sucesso. Para que nossa revolução educacional dê certo temos que ser educadores, ou seja, teremos que ter amor ao que fazemos.
A metodologia de uma escola revolucionária já existe, já existe também, milhares de livros que ensinam utilizá-la, mas os professores estão engajados em um ciclo vicioso que traduz uma insatisfação com a profissão PROFESSOR, e como conseqüência ofusca a vocação de EDUCADOR. Esse ciclo é dado por salários medíocres, que são uma falta de respeito com o profissional, mas que, como em qualquer sociedade, existe aquele profissional que não merece nem esse salário medíocre. Se pudéssemos fazer uma generalização diríamos que. Os professores trabalham sem gosto porque ganham mal. Mas como ganhar bem se eles trabalham sem vontade, sem carinho e sem consciência de que ele é importante pra vida das pessoas que estão em sua sala de aula.
Não podemos fazer essa generalização, porque existem muitos professores excelentes que não se deixam levar pelo sistema que esmaga qualquer tipo de auto-estima, e conseguem trabalhos maravilhosos com muito pouco.
Deveremos começar capacitando os professores, cada concurso para a área do magistério deveria exigir cursos na área, por exemplo um professor com um mestrado em uma área diferente da educação não teria motivo para ganhar adicional, mas ganha. Dessa forma temos professores que não gostam do seu trabalho, mas que estão com um concurso público, e isso é melhor do que estar desempregado. E o ciclo continua...
Esse professor não é qualificado, mas está lá. Enquanto os bons professores estão trabalhando muitas vezes para os colégios particulares, já que eles oferecem uma qualidade de trabalho infinitamente melhor. Além de salas melhores equipadas, salários maiores. Mas eles também oferecem alunos que irão tratar o professor como mercadoria, afinal é a mensalidade de seus pais que pagam o salário desse professor.
Então deveríamos aumentar a qualificação, cobrar essa qualificação, e retribuir em dinheiro. Quando um professor é aprovado no concurso para magistério, ele deveria deparar-se com uma equipe de RH que irá fazer uma seleção. Em qualquer empresa de nível médio temos o setor de RH, temos isso na educação? O petróleo é bem mais importante do que o futuro de nossos filhos, ou não ligamos para os professores da rede publica porque eles vão cuidar dos filhos dos pobres... então é problema deles? Em muitos colégios particulares os professores são selecionados através de várias provas que incluem didática em sala de aula, prova escrita, entrevista e análise de currículo, há isso nos colégios públicos?
Em uma escola particular há um interesse pelos alunos, mas infelizmente na escola pública os professores que se interessam por esses fatos são aqueles que tem vocação.
E para esses professores a metodologia está feita e pronta para ser executada. Basta ele começar um diálogo em sala de aula, que os alunos irão respeitá-lo. Não por ser professor (ser professor não é digno de respeito algum se esse professor não respeita se aluno), mas por ser educador, e por estar falando com todo carinho e entusiasmo daquilo que ele mais gosta e com quem ele mais gosta de dialogar. Seus alunos.

V- Um sentimento de amor.

Dessa forma, uma revolução através da educação, dentro e fora da sala de aula, só poderá ser feita se houver coração. Só haverá revolução se houver amor.
Como diz Ernesto Guevara “...el verdadero revolucionario está guiado por grandes sentimientos de amor.”
E se falamos em amor, falamos em educadores, que alem de suas dificuldades se importam com seus alunos, pobres ou ricos, brancos, amarelos, negros, católicos, espíritas, protestantes, deficientes ou não. O educador trata todos com amor, pois são todos o futuro do planeta, o futuro da humanidade. E por serem humanos, ele procura através do diálogo e do respeito instigar o conhecimento, para que todos o procurem, adquirindo, assim, sua autonomia, e propagando a revolução.

sábado, 20 de março de 2010

Supernova: o sonho dos alquimistas

Texto que achei em um site


http://www.prof2000.pt/users/ajleonardo/segredos/supernova.htm


Desde os primórdios da Humanidade que um objeto de curiosidade dos nossos antepassados se encontra bem acima das suas próprias cabeças. Durante a noite era inevitável olhar para o céu, observando a miríade de pontos luminosos, com brilhos diferentes, que pululam a cúpula celeste. A aparência de todos estes pontos, bem como a semelhança com o Sol, que apenas surgia de dia e ofuscava todos os outros, seria gerador de muitas dúvidas: Qual é a sua constituição? Como tinham sido produzidos? Porque estavam naqueles locais?
A observação das estrelas no firmamento criou a idéia de que estas teriam existido, de forma permanente e imutável, durante toda a eternidade. No entanto, vários acontecimentos contrariavam esta impressão. Um deles ocorreu no ano de 1054: escritos diversos provenientes da China e Japão, relatam o surgimento de uma estrela, nunca antes vista, na constelação Touro. Esta nova estrela depressa se tornou mais brilhante do que qualquer outra, sendo inclusivamente visível durante o dia. Contudo, após cerca de vinte meses de duração, tal como surgiu voltou a perder-se na obscuridade, deixando de ser avistada.
Além do registro de 1054 existem vários registros destas estrelas efêmeras que surgiram na Via Láctea, nomeadamente pelos chineses (532 a.C. e 393, 1006, 1181 d.C.) e pelos astrônomos europeus Tycho Brahe e Johannes Kepler (1572 e 1604).
Estes acontecimentos comprovaram que as estrelas não eram imutáveis, apresentando ciclos de vida. As estrelas que explodem, como a de 1054, são designadas por supernovas.
Na realidade uma supernova corresponde ao fim do ciclo de vida de uma estrela, quando se verifica o seu colapso seguido de explosão. Mas nem todas as estrelas terminam a sua vida de uma forma tão dramática. Todavia, este acontecimento reveste-se de importância extrema para nós, em virtude de se criar a matéria que constitui o nosso planeta e nós próprios.

As estrelas não são pedras grandes ao rubro, como julgava Anaxágoras na Grécia Antiga, mas sim esferas gigantes de hidrogênio e hélio. Estes elementos foram formados nos instantes iniciais da formação do Universo – o Big Bang. Devido à forte atração gravitacional, a temperatura no núcleo estelar é muito elevada, ultrapassando os dez milhões de graus Celsius, o que origina colisões muito violentas entre os núcleos de hidrogênio. Nestas condições ocorre a fusão do hidrogênio em hélio, uma reação termonuclear libertadora de muita energia, que contraria o colapso gravitacional. À medida que a estrela brilha, esta perde energia, compensando a perda pela “combustão” de mais hidrogênio. A duração desta fase estelar depende da massa total da estrela, quanto maior ela for mais rapidamente consome o hidrogênio (o Sol encontra-se, mais ou menos, a meio da sua vida, podendo manter-se nestas condições por mais 4,5 mil milhões de anos). Com a acumulação de hélio no centro da estrela, a temperatura e a densidade do seu núcleo aumentam e, quando se esgotar o hidrogênio, o núcleo da estrela começa a contrair-se, o que gera grandes quantidades de energia que são absorvidas pelas camadas mais exteriores, levando à expansão destas. Verifica-se, então, que a estrela aumenta de tamanho e diminui a sua densidade global enquanto o seu núcleo se contrai. A temperatura à superfície diminui e a estrela transforma-se numa gigante vermelha. Figura 1: Gigante Vermelha

Entretanto, no coração da estrela a temperatura sobe vertiginosamente, ultrapassando os cem milhões de graus Celsius, o que é o ponto de partida para uma nova fase estelar. Embora a fusão do hélio se apresente inicialmente difícil, o aparecimento de um terceiro elemento – o carbono - vai permitir um novo processo de obtenção de energia: a fusão do hélio e carbono em oxigênio. A estrela adquire um novo fôlego e no seu centro acumulam-se o carbono e o oxigênio. Numa camada superior, aquecida pela contração nuclear, o hidrogênio remanescente continua a transformar-se em hélio, pois à superfície, nada se modificou. Cedo se esgotará o hélio no núcleo estelar o que leva a uma nova contração pois a energia libertada não é suficiente para contrabalançar a atração gravitacional.
A massa da estrela é um fator preponderante. Numa estrela com massa idêntica ao do Sol, a formação de um centro de carbono e oxigênio marca o fim da produção de novos elementos. Após a sua dilatação numa gigante vermelha, parte da sua atmosfera é expelida para o espaço numa ou mais conchas de gás concêntricas, à medida que o restante do seu núcleo, devido à contração gravitacional, se converte numa anã branca, que brilha devido à sua elevada temperatura. Resta apenas uma pequena estrela quente, de densidade muito elevada, a princípio envolvida na sua nebulosa (nuvem de gás e poeiras interestelares), resultante do material ejetado, que arrefece com extrema lentidão até se converter numa massa fria e sem luz – uma anã negra. Figura 2: Anã negra

Para estrelas com dez vezes, ou mais, a massa do Sol, a capacidade de produzir novos elementos não termina no oxigênio. A sua fase inicial, até atingir um cerne de carbono e oxigênio, é muito parecida com as estrelas de menor massa, embora muito mais rápida. Porém, a partir desse momento, a sua evolução torna-se distinta. Devido à massa elevada, o peso das camadas superiores reforça a contração do núcleo de carbono e oxigênio, retomando o aumento da temperatura para valores muito mais elevados que irão permitir a fusão do carbono, gerando novos elementos, tais como o néon, o sódio, o magnésio, o alumínio e o silício (e em quantidades menores o fósforo e o enxofre), libertando mais energia. Após esta fase, os novos aumentos de temperatura tornam possíveis as fusões do néon e silício. Assim, vão sendo produzidos, sucessivamente, os elementos mais pesados, adquirindo a estrela uma estrutura em camadas, tal como uma cebola, com temperaturas decrescentes no sentido da superfície.
Ocorrem vários processos de fusão contudo, a formação do ferro pela fusão do silício marca um limite na fornalha nuclear. Enquanto todos os processos de fusão até ao ferro libertam energia, a produção de elementos mais pesados consome energia (nas centrais nucleares a energia é obtida, não pela fusão mas pela cisão de núcleos de urânio – cisão ou fissão nuclear), pelo que, quando a estrela atinge um núcleo de ferro, verifica uma situação de ruptura. O colapso é inevitável. A súbita paragem na libertação de energia, no coração da estrela, gera uma onda de choque que se propaga às regiões exteriores, provocando a explosão da estrela (supernova).
A onda de choque gerada irá permitir variadíssimas reações nucleares, algumas das quais originam os elementos mais pesados que o ferro, tais como a prata, o estanho, o ouro, o chumbo, o urânio e outros. Todo este material é ejetado para o espaço interestelar, completando-se o sonho dos alquimistas. O que resta da estrela, na sequência da explosão da supernova, implode devido à atração gravitacional, resultando, em geral, numa estrutura com densidade elevadíssima designada por estrela de nêutrons (ou pulsar). Para estrelas de massa muito elevada, nada impedirá o colapso gravitacional final, formando-se um buraco negro. Como resultado da elevadíssima gravidade, nada permite travar o processo de colapso, formando-se um objetos que absorve tudo, até mesmo a luz e cujo volume tende para zero e a densidade para valores infinitamente grandes. Figura 3: Supernova

O formação do sistema solar terá sido desencadeada pela ‘explosão’ de uma estrela. A onda de choque proveniente de uma supernova, transportando todos os novos elementos recentemente sintetizados, perturba uma nuvem interestelar de gases e poeiras (nebulosa). Esta perturbação conduz ao colapso gravitacional da nebulosa. A contração da nebulosa é acompanhada por um aumento de temperatura e por uma aceleração da sua rotação, de tal forma que no centro se acumulam os gases que irão dar origem a uma protoestrela que evoluirá para a formação do Sol. A contração do proto-Sol deixa para trás um disco de material que se agrega, devido a forças gravíticas, a partir do qual se forma o sistema planetário. O surgimento dos planetas depende da estabilização das poeiras em órbitas definidas em torno do Sol. Estas poeiras são constituídas por pequenos grãos de matéria condensada que, quando colidem, fundem-se, promovendo o seu crescimento. A ocorrência continuada destas colisões conduz à formação de objetos maiores (planetesimais) e, em última análise, dos planetas constituintes do sistema solar. Com a formação do Sol advêm ventos solares que lançam no espaço os restos não agregados da nebulosa.
Toda a matéria que forma o nosso planeta teve origem numa estrela. Os blocos com os quais se constituem as moléculas que sustentam a vida foram formados na fornalha nuclear estelar. É por isso que nos podemos considerar feitos de “pó das estrelas”.