sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Congressos 2015

Congressos e eventos em 2015 para educadores em química e em ciências

   palavras-chave: congressos eventos ensino de ciências ensino de quimica educação química educação em ciências

Abaixo seguem alguns congressos que estão previstos. Este ano, temos em destaque o 13º Congresso Internacional de História e Filosofia da Ciência e Ensino (idioma oficial: inglês), a ocorrer no Rio de Janeiro (pela primeira vez no hemisfério sul), o Encontro Anual da Sociedade Internacional de Filosofia da Química, também no Rio de Janeiro (idioma: inglês) de e o sempre importante ENPEC, em local a ser definido, além dos congressos regionais de ensino de química, que vêm crescendo em qualidade e importância, ano a ano e o SIMPEQUI, congresso de porte nacional em ensino de química da ABQ.

Observações:
1) Este post será atualizado constantemente com novas informações a respeito destes e de outros congressos. Por isso há um link rápido no menu à direita para acessar esta postagem sempre que você desejar.

2) Para correção de informações, inclusão de outros congressos, entre outros, entre em contato através do e-mail cristianobmoura@gmail.com, com o assunto "LISTA DE CONGRESSOS 2015".

Última Atualização: 08/02/2015.


ENSINO DE QUÍMICA

Nacionais

13º Simpósio Brasileiro de Educação Química
Onde: Fortaleza - CE
Quando: 5 a 7 de Agosto
Mais informações: Em breve em http://www.abq.org.br/simpequi/

Regionais
35º Encontro de Debates sobre o Ensino de Química
Onde:
Quando:
Mais informações: 

XI Escola de Verão em Educação Química
Onde: Universidade Federal de Sergipe / Campus de São Cristóvão
Quando: 23 a 27 de março de 2015
Mais informações: Em http://escolaveraoeducacaoquimica.wordpress.com/

XII Evento de Educação em Química
Onde: UNESP - Araraquara
Quando: 17 a 19 de junho de 2015
Mais informações: http://www.iq.unesp.br/eveq/

III Simpósio Mineiro de Educação Química
Onde: UFJF - Juiz de Fora
Quando: 4 a 6 de setembro de 2015
Mais informações: www.smeq.com.br

VIII EPPEQ
Onde: UFSCar - Campus Sorocaba
Quando: Outubro de 2015
Mais informações: Possivelmente em http://www.facebook.com/eppeq2013

IV Congresso Paranaense de Educação em Química
Onde: UFPR - Curitiba
Quando: 26 a 28 de agosto de 2015
Mais informações: http://inscricao4cpequi.wix.com/4cpequi

HISTORIA, FILOSOFIA E SOCIOLOGIA DAS CIÊNCIAS NO ENSINO

13th IHPST Biennial Conference
Idioma oficial: Apenas Ingles
Onde: CEFET/RJ - Rio de Janeiro
Quando: 22 a 25 de julho de 2015
Mais informações: http://www.abq.org.br/ihpst2015


FILOSOFIA DA QUÍMICA

ISPC Annual Meeting
Idioma oficial: Apenas Ingles
Onde: UFRJ - Rio de Janeiro
Quando: 28 a 30 de julho de 2015
Mais informações: http://leseq.org/ispc-2015/


DIDÁTICA / ENSINO DE CIÊNCIAS

X ENPEC
Onde: A definir
Quando: Novembro de 2015
Mais informações: Serão divulgadas em www.abrapec.ufsc.br

VIII Congreso Iberoamericano de Educación 2015
Onde: Bogotá, Colômbia
Quando: 19 a 21 de maio de 2015
Mais Informações: http://www.cieduc.org/

CTS

4S / ESOCITE Annual Meeting
Onde: Denver - Colorado
Quando: 11 a 15 de novembro de 2015
Mais informações: http://www.4sonline.org/meeting#P

TIC e Educação

6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação / 2º Coloquio Internacional de Educação com Tecnologias
Onde: Recife, PE
Quando: 
Mais informações: http://www.simposiohipertexto.com.br/


----------------- Outros Internacionais ---------------

VII Encuentro Internacional sobre Aprendizaje Significativo /  V Encuentro Iberoamericano sobre Investigación en Enseñanza de las Ciencias 
Onde: Burgos, Espanha
Quando: 13 a 17 de julho de 2015
http://www.xinix.es/jornadas/

IV Congreso Internacional de Docencia Universitaria
Onde: 
Quando: 25 a 27 de junho de 2015
www.cindu2015.org

IV Congreso Internacional de Educação Ambiental - Países Lusófonos
Onde: Murtosa - Portugal
Quando: 25 a 27 de julho de 2015
http://www.ealusofono.org/

ESERA 2015
Onde: Universidade de Helsinki - Finlandia
Quando: 31 de agosto a 4 de setembro de 2015
www.esera2015.org

NARST Annual Conference 2015
Onde: Chicago, IL
Quando: 11 a 14 de abril, 2015
http://www.narst.org/

sexta-feira, 7 de março de 2014

Alguém já viu um pudim de passas?

Esta é uma pergunta que não sei se muitos professores de química já se fizeram, mas que é bastante pertinente. Costumamos usar bastante a analogia do pudim de passas para nos referirmos ao átomo de Joseph John Thomson, no entanto, o que é um pudim de passas? Será que nossos alunos entendem essa analogia?

Em seu artigo de 2009 e sua tese de doutorado, o prof. Cesar Lopes já apontava este problema recorrente na prática dos professores e também largamente presente nos livros didáticos de nível médio. Era uma crítica bastante pertinente, já que uma analogia, para ser efetiva, precisa, em linhas bem gerais, fazer a ponte entre um conhecimento que é de domínio do aluno com o conhecimento-alvo. O conhecimento de origem e o conhecimento alvo precisam guardar alguma semelhança e, neste artigo, Cesar destaca o quão inapropriada pode ser esta analogia tanto em relação ao que realmente foi proposto por Thomson, quanto à falta de familiaridade dos alunos com o "pudim de passas", uma sobremesa de origem inglesa de nome original "plum-pudding".

Plum-Pudding. Fonte: TheGuardian.co.uk

Em alguns anos, procurando corrigir o problema do "domínio-fonte" do aluno, alguns livros didáticos já incluem uma nova analogia para este modelo - a analogia do panetone. Porém, uma dúvida ainda ficou no ar: se a analogia com o pudim de passas não é o que podemos dizer de uma analogia "apropriada" para representar o modelo de Thomson, como ela ficou tão famosa?

Ao que parece, chegamos ao fim do mistério! Encontrei hoje em minhas andanças pela internet este artigo do famoso periódico alemão Annalen der Physik, de acesso livre (!) que explica de onde parece ter surgido esta analogia.

De forma simples, o modelo de Thomson falava de anéis coplanares e cocêntricos que estariam presentes dentro de uma carga esférica e homogênea positiva. Observe que não é uma dispersão de elétrons dentro de uma "massa" ou um "fluido" homogêneo e positivo, como coloca-se algumas vezes em situações de ensino. Thomson nunca chegou a fazer esta analogia com o "plum-pudding", mas segundo o artigo publicado na revista alemã, a primeira ocorrência dela foi em 1906, em um jornal que circulava no nicho farmacêutico, em que era possível ler (grifos nossos):
Professor Thomson suggests [that] … while the negative electricity is concentrated on the extremely small corpuscle, the positive electricity is distributed throughout a considerable volume. An atom would thus consist of minute specks, the negative corpuscles, swimming about in a sphere of positive electrification, like raisins in a parsimonious plum pudding, units of negative electricity being attracted toward the center, while at the same time repelling each other
Há ainda um ocorrência da mesma analogia em 1907 e especulações sobre qual teria sido a fonte deste mal entendido, e as evidências recaem sobre um livro de P. G. Tait (1831-1901) chamado Properties of Matter, onde tal analogia procura harmonizar o contínuo com o discreto, que era um debate científico vívido nesta época!

Sem mais spoilers! Leiam o artigo e divirtam-se!

Para quem não conseguir abrir os links, seguem as referências:
C. V. M. Lopes & R. A. Martins (2009) J. J. Thomson e o uso de analogias para explicar os modelos atômicos: o 'pudim de passas' nos livros-texto. Anais do VII ENPEC. (acha-se fácil no Google)

G. Hon, B. R. Goldstein (2013) J. J. Thomson’s plum-pudding atomic model: The making of a scientific myth. Annalen der Physik, 525, n. 8-9, A129–A133.  DOI 10.1002/andp.201300732

Até a próxima,
Cristiano B. Moura

Texto atualizado em 07/03/2014 às 22:23

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Tabela periódica e arte




Para quem tem procurado construir aulas mais inspiradoras, pode recorrer a esta interessante tabela periódica que é construída com expressões artísticas que remetem aos elementos química da tabela.
Ao clicar em cada elemento, há informações tanto sobre o elemento quanto sobre o objeto artístico em questão.

Vale a pena dar uma olhada!

http://www.periodictableprints.com/table/


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Revisitando o passado 2: o empoderamento da cultura afrobrasileira

Hoje é um dia interessante, talvez um daqueles interessantes dias que ocorrem apenas uma vez ao ano tipo natal, páscoa, ou algum outro feriado religioso. Para nós, moradores do Rio de Janeiro, talvez seja um daqueles interessantes dias comuns, desses que ocorrem muitas vezes ao ano como  segunda, terça ou quarta... Não, hoje é quinta. Um dia normal para uns, mas para outros é a segunda quinta feira após o dia de reis. Ou seja, dia da Lavagem do Bonfim.
Hoje é um dia interessante que ocorre num dia interessante comum,  e que na minha história de vida é um dia interessante comum que remete a outro dia interessante comum há alguns anos.
Era lavagem do Bonfim
Eu estava na Bahia
Cursava Química 
Nem sonhava em pensar nadinha de Direitos Humanos. 

Mas um Baiano, "romântico e sensual", chamou minha atenção. Logo virei amigo dele, era Jorge Amado – Ele me mostrou seu Quincas, depois me apresentou a Dona Flor, Tieta... em pouco tempo tinha lido tudo que podia dele. Acho que me apaixonei um pouco pelas histórias, pelas macumbas, pela Bahia.
Fui a Bahia pela primeira vez em 2009.
E trouxe as ideias de trabalhar Química a partir daquilo de bonito que tinha visto.
Tudo pra mim era muito novo, não parava para pensar em Pesquisa em Educação em Química... acho que estava no terceiro período da faculdade. A beleza que se fez em encantamento, iniciada por Jorge Amado e sentida por mim, se transformava. Queria mostrar pra todos que também era bonito aquilo que tinha na Bahia. As comidas de santo, a lavagem do Bonfim. Hoje em dia, um pouco mais estudado, eu digo que busco empoderar culturas excluídas historicamente, mas naquela época eu só queria mostrar “que bonito era” tudo aquilo que a cultura e história afrobrasileira tem. 
Só queria mostrar tudo que eu sentia. 
Nessa escrita eu trouxe 


No primeiro texto que fiz sobre as memórias busquei reescrever um texto machista... nesse texto busco mostrar que naquela época eu já trabalhava a questão afro sem muita teoria sobre, mas trabalhava. Trabalhar com diversidade e direitos humanos já estava apresentado. Sem teorias, mas em um olhar. Olhar que admirava a beleza do outro e buscava o entendimento daquilo que se fazia diferente. 

No mesmo tempo que escrevia um texto com um grande teor de machismo eu escrevia um texto para dar voz e mostrar a beleza da cultura afrobrasileira. O eu acho que teria feito a diferença? O que gerou esse brilho no olhar para a cultura do outro? 

A arte! 

Sobre ela falarei em um outro dia! Mas fica anotada a "Potência da Arte" no trabalho com diversidade cultural. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mundo acadêmico em tempos de web 2.0: Academia.edu e ResearchGate.net

A web 2.0 já é uma realidade bastante difundida no nosso cotidiano. As redes sociais e as novas formas de  interação homem-máquina mudaram a forma como se constroem os ambientes que utilizamos online.

O mundo acadêmico também foi influenciado por essa mudança significativa de comportamento e no modo de fazer as coisas. Prova disso são duas ferramentas que irei mostrar hoje. Elas são bastante interessantes e vêm sendo cada vez mais utilizadas pelos pesquisadores brasileiros não só da área de educação em ciências como as demais áreas também: são os sites ResearchGate.net e Academia.edu.

Em linhas gerais, podemos dizer que ambas as ferramentas são tipos de redes sociais voltadas ao mundo acadêmico. O que irei fazer aqui é falar um pouco sobre alguns recursos interessantes presentes nestas redes e que podem ser úteis no momento da pesquisa.

Endereço: www.academia.edu

O site academia.edu é uma rede social bastante simples de ser utilizada. Para começar, o seu cadastro pode ser feito em integração com o Facebook. Portanto, se você possuir um perfil no Facebook, poderá aproveitar as informações lá para fazer o seu cadastro no academia.edu. Tal facilidade pode ser utilizada também no momento do login, de forma que você pode entrar no site utilizando o login do facebook. Caso este já esteja logado, a entrada é instantânea.

A ideia do site é que cada pesquisador possui um perfil e pode adicionar informações pessoais e, principalmente, publicações. A cada publicação enviada para o servidor do site, é possível categorizar com algumas "etiquetas" de assunto. Alguns exemplos: "Chemical Education", "Science Education", "Epistemology", ou mesmo em português: "livros didáticos", "ensino de ciências", etc.

Além disso, podemos "seguir" interesses e pessoas. Isto é, se você se interessa pelo trabalho de algum pesquisador, é possível ir à página dele e clicar no botão "Follow". Assim, a cada publicação que for colocada no ar por ele, você será notificado. Quanto ao interesse, suponha que você seja interessado no tema "Ensino de Química". Assim sendo, basta pesquisá-lo na caixa de busca do site; a busca vai mostrar todas as pessoas que se interessam naquele tema. Clicando em em "Follow Ensino de Química", você passa a seguir este interesse. 
Isto é importante porque existe um feed de notícias logo que se faz login no site. Este feed mostra as principais publicações que foram enviadas ao site e categorizadas com os temas que você está seguindo. Neste feed também é mostrada a atividade recente das pessoas que você segue.

Existe ainda um potente mecanismo de auditoria das visitas ao seu perfil e aos seus artigos, onde é possível saber quantas vezes seu perfil e artigos enviados foram visitados, estatísticas ao longo do tempo sobre as visitas, bem como dados gerais de perfil dos visitantes.

Com todos estes recursos, o site tem um potencial para funcionar como uma grande rede de pesquisas, aumentando a colaboração entre os pesquisadores e a velocidade no fluxo de informações.


O site ReasearchGate é ainda mais robusto que o academia.edu. Ele possui recursos muito parecidos com o primeiro e também permite aproveitar informações pessoais do Facebook. No entanto, o cadastro é restrito aos pesquisadores que possuem um email institucional, ao contrário do academia.edu, que permite a inscrição de pesquisadores independentes. Em linhas gerais, os conceitos básicos de funcionamento de ambas as redes sociais são muito parecidos.

Dentre as ferramentas extras do ResearchGate, algumas chamam atenção com a busca automática por publicações. O sistema busca publicações que parecem ser suas (com base nos dados de autoria) e lhe dá a opção de incluir o artigo, bem como enviar uma cópia do paper e convidar os coautores para utilizar a plataforma.

O site possui recursos de cálculo da "reputação" dos pesquisadores, com base em sua participação na comunidade. Há também uma ferramenta interessante que permite a criação de discussões dentro das áreas que você "segue". Podem ser discussões muito boas porque muitas vezes envolvem diversos pesquisadores do mundo todo, com visões diferentes. Como no academia.edu, você pode seguir pessoas e interesses e ser notificado de novas publicações dos atores seguidos. No caso de publicações que o autor não enviou uma cópia do texto para o servidor do site, você pode requerer diretamente ao autor uma cópia do manuscrito, caso não possua acesso à revista, o que amplia o leque de acesso a publicações internacionais, principalmente.

Eu diria que a grande vantagem destas plataformas é a possibilidade de obter artigos de revistas cujo acesso é restrito e receber em tempo real notícias sobre novas publicações de interesse (que às vezes não foram publicadas sequer online ainda!), além de poder divulgar suas próprias publicações a uma comunidade. E como toda rede social, quanto mais pessoas utilizarem efetivamente, maior o poder de alcance e de benefícios aos usuários da rede. Um outro recurso interessante, que é mais presente no ResearchGate por enquanto, é a possibilidade de criação de discussões, que pode render boas reflexões aos participantes.


E você? É usuário de alguma dessas redes? Quer deixar sua opinião ou complementar informações?
Sinta-se livre para comentar!


Até a próxima,

Cristiano B. Moura

domingo, 5 de janeiro de 2014

Congressos 2014

Congressos e eventos em 2014 para educadores em química e em ciências
   palavras-chave: congressos eventos ensino de ciências ensino de quimica educação química educação em ciências

O ano de 2014 será movimentado para os pesquisadores em ensino de ciências e ensino de química. Abaixo seguem alguns congressos que estão previstos.

Observações:
1) Este post será atualizado constantemente com novas informações a respeito destes e de outros congressos. Por isso há um link rápido no menu à direita para acessar esta postagem sempre que você desejar.

2) Estão omitidos importantes eventos de outras áreas como o ENEBIO e EREBIOs (Biologia) e o SNEF e EPEF (Física) e os congressos de sociedade científicas da área de química (que também possuem área de submissão em ensino de química), como o CBQ (da ABQ), a Reunião Anual da SQB e a Reunião Anual da SBPC. O objetivo é deixar a lista mais enxuta apenas com os congressos de temática mais global da área de ensino e os específicos de educação química.

3) Os eventos riscados em vermelho já ocorreram.

4) Para correção de informações, inclusão de outros congressos, entre outros, entre em contato através do e-mail cristianobmoura@gmail.com

Última Atualização: 09/03/2014.


------------- Eventos Regionais, Nacionais e Iberoamericanos -------------

ENSINO DE QUÍMICA

XVII Encontro Nacional de Ensino de Química

Onde: Ouro Preto - MG
Quando: 19 a 22 de agosto de 2014
Mais informações: http://www.eneq2014.ufop.br/sgea/pg/index


12º Simpósio Brasileiro de Educação Química

Onde: Fortaleza - CE
Quando: 06 a 08 de agosto de 2014
Mais informações: http://www.abq.org.br/simpequi/


34º Encontro de Debates sobre o Ensino de Química

Onde: Santa Cruz do Sul - RS
Quando: 10 e 11 de outubro de 2014
Mais informações: não disponível ainda, informação retirada de http://mestrechassot.blogspot.com.br/2013/10/12-hoje-e-feriado-por-que.html


I Encontro Nacional de Jogos e Atividades Lúdicas em Ensino de Química - I JALEQUIM

Onde: LEQUAL - Universidade Federal de Goiás
Quando: 29 a 31 de janeiro de 2014
Mais informações: http://www.jalequim.com.br/


X Escola de Verão em Educação Química

Onde: UFS/ Campus de São Cristóvão
Quando: 1 a 4 de abril de 2014
Mais informações: http://escolaveraoeducacaoquimica.wordpress.com/


XII Evento de Educação em Química

Onde: IQ-Unesp (Araraquara)
Quando: 17 a 19 de setembro de 2014
Mais informações: provisoriamente em http://www.facebook.com/XEveq


DIDÁTICA / ENSINO DE CIÊNCIAS

XVII Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino

Onde: Fortaleza - CE
Quando: 10 a 14 de novembro de 2014
Mais informações: http://www.uece.br/eventos/xviiendipe/


IV ENECIÊNCIAS

Onde: Niterói - RJ
Quando: 13 a 16 de maio de 2014
Mais informações: http://www.eneciencias.uff.br/


Sexto Congreso Internacional sobre Formación de Profesores de Ciencia

Onde: Bogotá - Colômbia
Quando: 22 a 24 de outubro de 2014
Mais informações: http://www.congresointernacionalprofesoresciencias.com/


IV Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia

Onde: Ponta Grossa - PR
Quando: 27 a 29 de novembro de 2014
Mais informações: http://www.sinect.com.br/2014/


CTS

IV Seminario Iberoamericano CTS

Onde: Bogotá - Colombia
Quando: 15 a 17 de julho de 2014
Mais informações: http://seminarioiberoamericanocts.pedagogica.edu.co/

Congreso Iberoamericano de Ciencia, Tecnologia, Inovacion e Educacion

Onde: Buenos Aires - Argentina
Quando: 12 a 14 de novembro de 2014
Mais informações: http://www.oei.es/congreso2014/

4S / ESOCITE Annual Meeting

Onde: Buenos Aires - Argentina
Quando: 20 a 23 de agosto de 2014
Mais informações: http://www.4sonline.org/meeting#P

HISTORIA, FILOSOFIA E SOCIOLOGIA DAS CIÊNCIAS NO ENSINO


14º Simpósio Nacional de Historia da Ciência e Tecnologia
Possui área de submissão em HFC no Ensino

Onde: Belo Horizonte - MG
Quando: 8 a 11 de Outubro de 2014
Mais informações: http://www.14snhct.sbhc.org.br/


Third Latin American Regional IHPST Conference
Idiomas oficiais: Ingles, Espanhol e Português

Onde: Santiago - Chile
Quando: 17 a 19 de outubro de 2014
Mais informações: http://sociedadbellaterra.cl/congreso2014/


IX Encontro da Associação de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul (AFHIC)

Onde: Cordoba - Argentina
Quando: 15 a 19 de setembro
Mais informações: em breve, em http://www.afhic.com/




----------------- Internacionais ---------------

23rd IUPAC International Conference on Chemical Education

Onde: Toronto, Canadá
Quando: 13 a 18 de julho de 2014
Mais informações: http://www.icce2014.org/

Annual International Society for the Philosophy of Chemistry (ISPC) 2014

Onde: Londres, Inglaterra
Quando: 9 a 7 de julho de 2014
Mais informações: http://www.lse.ac.uk/CPNSS/events/Conferences/ispc2014.aspx e http://ispc.sas.upenn.edu/

Second International Congress of Science Education

Onde: Foz do Iguaçu - PR
Quando: 27 a 30 de Agosto de 2014
Mais Informações: http://congresso.unila.edu.br/icse2014/


3º Seminário Internacional de Educação em Ciências

Onde: FURG - RS
Quando: 22 a 24 de outubro de 2014
Mais informações: http://www.sintec.furg.br/


Sixth International Conference of Conceptual Mapping
Não é exclusivamente sobre seu uso em educação, mas é uma área interessante.

Onde: Santos - SP
Quando: 23 a 25 de setembro de 2014
Mais informações: http://www.cmc2014.com.br/


II SIEC

Onde: online
Quando: 13 a 16 de outubro de 2014
Mais informações: http://webs.uvigo.es/siec2014


IOSTE 2014

Maiores informações: http://www.sarawak.uitm.edu.my/iosteBorneo/index.html


NARST Annual Conference 2014

Maiores Informações: http://www.narst.org/

Revisitando o passado 1: o machismo

Revisitar o passado é sempre uma sensação interessante, relembrar as bobeiras que falávamos é uma das formas de nos manter longe de certos pensamentos e atitudes. Muito mais do que a “moda do politicamente correto”, afirmada por conservadores incoerentes, a atitude de mudança no foco e nas percepções é um amadurecimento. A história não se apaga, mas é datada. Isso cria uma liberdade de mudança tão grande que me permito afirmar a tristeza daquele que se mantém na escuridão por um falso status de “coerente” durante a vida.

A atitude de revisitar o passado foi a leitura de um dos primeiros textos que fiz para a Universidade. Faculdade de Química, com meus 18 anos, escrevi o texto "O segredo das donas de casa” que possuía os dizeres:

“Agora não é preciso usar sal, açúcar, leite ou qualquer outra receita da vovó para tentar retirar manchas difíceis como vinho tinto, café, gema de ovo, refrigerante, entre outras. Temos a química sendo, cada vez mais, útil para as donas de casa e empregadas.
Químicos a cada momento pensam em inovações. Uma delas foi o alvejante sem cloro, que solucionou o grande dilema da dona de casa “será que se eu colocar essa camisa na água sanitária ela vai desbotar?”. Quem nunca ouviu a mãe ou a avó falando isso?

Como conseqüência, a criação de alvejantes sem cloro cresce no mercado cada vez mais. Também, que dona de casa vai querer correr o risco de estragar sua roupa com a água sanitária (hipoclorito de sódio) se nós temos no mercado o fantástico Vanish poder O2 com sua fórmula fatal às manchas?” (Outubro de 2008)


Não precisamos de tanta profundidade na análise do meu discurso para perceber que naquela época, ao entrar em sala de aula, eu estaria propenso a verbalizar discursos machistas. A função de limpeza das roupas era da mãe, da avó, da empregada. Lembro-me que essa introdução buscava chamar o leitor para o resto do texto, era uma forma de motivação... Um jeito mais descontraído de falar... Mas que estava por trás dessa motivação? A perpetuação de um estereótipo de gênero.
Hoje, em 2013-2014, tenho um discurso a favor das minorias, acredito no empoderamento de indivíduos e grupos sociais excluídos historicamente, trabalho com direitos humanos, defendo ferozmente a necessidade da formação do professor para a revisão de seus valores. Educar em uma aula de ciências é uma atitude que deve ir ao encontro dos Direitos Humanos. Da mesma forma, a formação do professor de Ciências deve contribuir na mudança dessas visões.
Não me julgo tanto porque na época eu possuía apenas a visão de gênero cristalizada pela sociedade e, naquele momento não tinha “saído da caixa”.  Porém, a atitude de olhar o passado com a capacidade de análise de hoje pode contribuir bastante para pensar passos futuros. Essa atividade de memória é fundamental no pensar a formação do outro.

Para ser machista em nossa sociedade atual basta nascer e escutar o outro, perceber suas atitudes e agir igual, sem muita crítica. Dessa forma, se você não der a sorte de cair em uma família bastante diferente da maioria das famílias brasileiras você terá grandes chances de receber uma única visão sobre os gêneros. Sem pensar muito você terá grandes chances de acreditar que a sua visão é a "natural".

Mas como mudar? A mudança pode começar a partir do exemplo de outras visões de mundo. Exemplos que mostrem que “O natural” não é natural, mas uma convenção social. Exemplos que mostrem outras histórias possíveis. A mudança começa através do diálogo, do questionamento, da escuta sensível das demandas sociais, da abertura para o novo.
Formar-se para não reproduzir o machismo, mostrar que há possibilidades de pensar de uma outra forma é uma dura tarefa e, por isso, trago aqui esse  trecho do texto de 2008. Ao ser comparado com um texto de hoje alguns podem dizer que há incoerências, mas digo que há amadurecimento e, para isso:

O diálogo é a solução e o exemplo é o caminho.

Não há mudanças sem diálogo. Formar e formar-se para repensar as concepções cristalizadas de sociedade não é algo que possa ser imposto. Ninguém impôs o machismo, mas muitos deram exemplos machistas em nossa vida. Depois de tantas repetições em músicas, filmes, novelas, em nossa família... Esses exemplos passam a ser considerados o “natural”. A saída do considerado “natural” é a necessidade. Devemos mostrar ou nos mostrar, de forma bem argumentada, que outra visão de sociedade é possível. Esse é um dos caminhos para nossa sensibilização e para a sensibilização do outro. 

O diálogo, moderado sempre que possível, e a certeza de que o outro também pode mudar é uma forma de aproximar o outro de uma sociedade diferente, porém, o diálogo por si não basta e é através do exemplo que conseguiremos que esse diálogo seja efetivo. Mostrar outra possibilidade de mundo e agir de uma forma transformadora. 

Não seria muito difícil construir um texto diferente, mas naquela época e com aquela cabeça outra coisa não poderia surgir... Faço questão de trazer essa discussão para cá, revisitar um texto antigo e criticá-lo é mostrar que nossa trajetória é construída por falhas, acertos, reestruturações e sempre devemos ter a consciência que a mudança é algo possível. Só assim conseguiremos formar 
uma rede de educadores que pensem na construção de uma sociedade mais justa. 
Para finalizar acredito que seja possível mostrar uma outra escrita do texto... simples mudanças e um outro sentido expresso. São detalhes que constroem os discursos, favorecem o diálogo e dão os exemplos.

“Agora não é preciso usar sal, açúcar, leite ou qualquer outra receita da vovó para tentar retirar manchas difíceis como vinho tinto, café, gema de ovo, refrigerante, entre outras. Temos a química sendo, cada vez mais, útil para as donas de casa e empregadas.  
Químico@s (Químicos e Químicas) a cada momento pensam em inovações. Uma delas foi o alvejante sem cloro, que solucionou o grande dilema da dona de casa “será que se eu colocar essa camisa na água sanitária ela vai desbotar?”. Quem nunca ouviu a mãe ou a avó falando isso?

Como conseqüência, a criação de alvejantes sem cloro cresce no mercado cada vez mais. Também, que dona de casa  pessoa vai querer correr o risco de estragar sua roupa com a água sanitária (hipoclorito de sódio) se nós temos no mercado o fantástico Vanish poder O2 com sua fórmula fatal às manchas?” 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Trabalhos 2011-2012

Olá, como podem perceber já faz um bom tempo que não escrevo no blog. Vou utilizá-lo para divulgar o material que tenho escrito para congressos e revistas. Atualmente faço mestrado no CEFET-RJ em Ensino de Ciências sob a orientação da Prof Glória Queiroz.
Acredito que a escrita seja a nossa marca na história, dessa forma busquei organizar os arquivos em ordem cronológica de congressos, porém não foram escritos necessariamente nessa ordem. (Ex: os arquivos do Eneciências foram escritos antes do ENEC, mas o ENEC foi antes do Eneciências)... Muitas coisas escritas são repensadas e reescritas posteriormente em artigos mais maduros. Não tenho medo de mudar de ideia -o texto é temporal e datado, por isso. Fica aqui um pouco do que venho fazendo!
Espero que os contribuam de alguma forma.
Um abraço,
Roberto Dalmo

Os links estarão disponibilizados de acordo com a data dos eventos e não com a data de escrita.


VIII ENPEC (2011)

Link para o trabalho Uma introdução à História e Filosofia das Ciências no Ensino  Fundamental: reflexões sobre uma prática pedagógica. - Relato de uma prática no ensino fundamental.

http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/viiienpec/resumos/R0842-1.pdf

Link para o trabalho "Discutindo a Natureza da Ciência no Ensino de Física a partir de um Vídeo Debate: uma Prática na Formação Inicial de Professores". - Trabalho feito já no Grupo de Pesquisa em Ensino de Física.

http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/viiienpec/resumos/R1169-1.pdf

III ENECIÊNCIAS (2012)

Link para o trabalho "Radioatividade e Sociedade: A utilização de um cine debate como ferramenta pedagógica para a formação do cidadão". - Trabalho completo baseado na minha monografia de final de curso. (Química UFF)

http://www.ensinosaudeambiente.com.br/eneciencias/anaisiiieneciencias/trabalhos/T209.pdf

Link para o trabalho "História da Química e a Experimentação: Reflexões de uma prática". - Trabalho completo baseado em minha prática durante o período de monitoria em Epistemologia e História da Química (UFF)

http://www.ensinosaudeambiente.com.br/eneciencias/anaisiiieneciencias/trabalhos/T49.pdf

XVI ENEQ (2012)

Possibilidades de abordagem CTS no Ensino Fundamental a partir da poesia "Ode Triunfal" de Fernando Pessoa -http://www.eneq2012.qui.ufba.br/modulos/submissao/Upload/42603.pdf

Revista Alexandria (UFSC 2012)

Link para texto "Poeta futurista e Engenheiro Naval?" - Texto sobre o poema Ode Triunfal e sua possibilidade de utilização em sala de aula

http://alexandria.ppgect.ufsc.br/files/2012/09/literatura5.2.pdf

Revista Fio da Ação (UniRio 2012)

Trabalho "A educação Inclusiva e a Escola de Inclusão: (In) Formando para Continuamente Formar". - Impresso (não possui link).

Seminário CTS - Madrid 2012

Link para trabalho "Projeto Ciência e Arte em uma Abordagem CTS – O lixo extraordinário"  - Texto sobre uma prática em 2011 com o 1º ano do Ensino Médio que utilizou a obra de Vik Muniz.


Link para trabalho "Projeto CTS Modernismo - Ciência e Arte" - Texto sobre o projeto feito no ano de 2012 no Grupo de Pesquisa em Ensino de Física UERJ

http://www.oei.es/seminarioctsm/PDF_automatico/I7textocompleto.pdf

Link para trabalho "Projeto CTS Modernismo - Ciência e Arte" - Texto sobre o projeto feito no ano de 2012 no Grupo de Pesquisa em Ensino de Física UERJ
http://www.oei.es/seminarioctsm/PDF_automatico/A1textocompleto.pdf

Por enquanto é isso... vem mais por ai! =D

terça-feira, 10 de julho de 2012

EVENTOS!!

Gente, nesse mês de Julho e Agosto estaremos recheados de bons eventos para quem é da área de Química. 
Primeiramente o Encontro Nacional de Ensino de Química que será de 17 a 20 de Julho em Salvador- Bahia. O evento vai bombar!!! Já está lotado e o site é http://www.eneq2012.qui.ufba.br/


Quem é do Rio de Janeiro Não pode perder a Semana de Química da UFF que será de 06 a 10 de Agosto essa é a pagina do evento no Facebook 
e esse o site http://www.uff.br/daq/



Por fim, a Semana de Química da Unicamp que será de 20 a 24 de agosto e possui a pagina do Facebook


Aproveite!!!


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Química do Gudang - Parte 2

Como o maior número de acessos pelas estatísticas são da postagem A Química do Gudang http://quimicaeducacao.blogspot.com.br/2008/12/qumica-do-gudang-garam_16.html
E como percebem, devido ao tempo não tenho mais feito postagens

Recebo hoje uma boa colaboração através do seguinte texto

Prezados, não existe qualquer substância ilegal nestes cigarros. O Gudang não possui maconha em sua composição e, como muito bem explicado pelo Roberto Dalmo, a substância responsável por causar uma "leve onda" no fumante é o eugenol, em razão das propriedades já mencionadas. Esta substância provoca diminuição da pressão arterial, ocasionando a sensação de vertigem logo em seguida aos primeiros tragos e, geralmente, o fumante sente, ainda, as pernas pesadas ou dormentes e os reflexos ficam prejudicados. Estes são os efeitos que o fumante consegue sentir de imediato, porém, como já é de conhecimento de todos, qualquer cigarro, inclusive o Gudang, é extremamente prejudicial à saúde, em qualquer nível de consumo. Em adição, para eliminar qualquer dúvida, recentemente a ANVISA editou resolução proibindo a comercialização e importação de cigarros que contenham aditivos aromatizantes como o cravo e a canela, os quais fazem parte da composição do Gudang. Outrossim, o Gudang é um produto importado, tendo em vista que é produzido em diversas regiões da Indonésia, e, portanto, deveria obedecer as normas tributárias expedidas pela Receita Federal (especialmente a que dispõe sobre o selo de controle, na forma da Instrução Normativa RFB nº 770, de 21 de agosto de 2007) e pagar os devidos impostos. Então, além de ser um produto contrabandeado, verifica-se que a sua importação sem o pagamento dos respectivos impostos incorre no crime de descaminho. Portanto, a comercialização do Gudang na forma que é realizada hoje é conduta passível de punição na forma do art. 334 do Código Penal brasileiro. Espero ter esclarecido quaisquer dúvidas que, porventura, ainda não tenham sido eliminadas pelas sábias palavras do Roberto Dalmo. Para maiores informações sobre a história do Gudang e sua cadeia de produção acesse o site:

http://www.gudanggaramtbk.com/ina/home/

Abraço!


Lucas Latini

Acredito que seja uma boa contribuição para as discussões, e com argumentos bastante plausíveis. 

Agradeço a colaboração e abro espaço para outras colaborações nessa e nas demais postagens.

quarta-feira, 28 de março de 2012

XI Encontro sobre Investigação na Escola

Olá pessoal meu nome é Natália Bozzetto sou graduanda do curso de Lic. em Química da Universidade Federal do Pampa.
Gostaria de socializar com vocês um evento que ocorrera na UNIPAMPA nos dias 13 e 14 de Julho de 2012.

Maiores informações no link:

http://www.xieie.com.br/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ligações Químicas


Gostaria de começar minha fala sobre o tema proposta “Ligações Químicas” com uns questionamentos.

Começando com i) é realmente necessário ensinar ligações químicas? ii) o problema será a forma com que ela é ensinada? Se a resposta for sim para ambos os questionamentos anteriores, uma certeza eu tenho – Ele é estudado no momento errado – Assim, faz-se necessário uma reformulação da estrutura do Ensino de Química no que se refere à esse tema.


Para refletir sobre o primeiro tópico é necessário cidadão não químico.

Apesar da dificuldade de não se ver como químico após anos de estudo, é importante fazer esse esforço e se questionar. Se o objetivo da educação básica não é formar químicos, mas cidadãos capazes de compreender a linguagem da ciência, o que é relevante para os estudantes? Na forma com que compreendo hoje a Educação em Ciências, somos professores de linguagem científica. E a linguagem que o estudante deve compreender é aquela que possa ser utilizada no mundo que ele vive e que possibilite a articulação dos saberes. Escolares, Cotidianos, Científicos, em sua vida de modo que seja um cidadão crítico com relação ao mundo que o cerca.

E é nesse momento que devemos nos questionar sobre esse do saber escolar, cotidiano e científico. Existe uma dicotomia no ensino, afinal o professor de química precisou de todos os conhecimentos para ser professor, formando-se em uma graduação que foi difícil. Por outro lado não necessariamente o estudante irá querer ser professor, e nem químico, mas acreditamos que o conhecimento construído em sala de aula será útil para sua compreensão crítica do mundo. Nesse ponto o professor de química deve achar um ponto de equilíbrio no qual estarão os conhecimento necessários à essa formação crítica. E esse ponto de equilíbrio significa afastar-se do que foi importante para ele, em prol do que será importante pra o estudante. Acredito que a resposta a essa indagação será pessoal, e será uma mescla de crenças e vivências pedagógicas na qual cada professor encontrará o seu ponto de equilíbrio.

Umas perguntas para aumentar a discussão sobre o tópico de ligações químicas são essas i) O conhecimento de ligação química visto na universidade é o mesmo visto no colégio? E como faremos essa ligação com o cotidiano? O que você entende por transposição didática? – Complicado de ter uma resposta, mas mesmo assim é válido que haja a pergunta.

O tópico de ligações químicas está presente na primeira ano do Ensino Médio. O estudante não conhece nenhuma reação química (como reação química), mas precisa compreender a ligação e classificá-la como iônica, covalente, metálica. Será que esses estudantes conseguem compreender o conceito de Ligação Química? Agora, indo além, será que os professores conseguem? – É necessário fazer uma reflexão sobre o que é ligação química, como ela foi inserida no contexto científico e como ela está sendo utilizada.

Se a opção for trabalhar o tema “ligações químicas”, acredito que seja interessante estudá-lo em um momento posterior, e a utilização da História da Ciência torna-se válida por mostrar o caráter da ciência como uma construção humana, feita por modelos, e que está em constante modificação desses modelos.

Observado o livro didático

Tomando alguns livros que se propõem como inovadores, é possível perceber que a modificação feita no tema “Ligações Químicas” de um livro tradicional para esses é a questão da exemplificação estar anterior ao conteúdo. Claramente sendo mais coerente com o que se acredita hoje na Educação em Ciências do que os livros mais antigos, porém ainda consigo voltar ao questionamento inicial. Será necessário estudar ligações químicas? E se for necessário, qual o melhor momento? E como fazer?

Nesse livro, percebo que eles nos mostram os motivos de estudar ligação química, mas pra nós, químicos, é muito claro. Será que é claro para o estudante?

Por isso defendo uma abordagem desse tópico um pouco depois, após ele conhecer, refletir, se questionar, melhor o mundo macro. É importante lembrar que como professores de química somos articuladores da linguagem científica, mas isso deve fazer sentido para o estudante. Ele deve ser levado ao questionamento. E a partir daí, podemos construir modelos que sejam compreendidos, e não apenas decorados. Modelos esses que em geral, não possuem significação, mas apenas algo que nos diz “Se a diferença de eletronegatividade for maior do que 1,7 é iônica, se for menor é covalente”. Nesse ponto, ensinar ligações químicas, deve ser fazer o estudante questionar Por que os metais conduzem eletricidade? Por que os sais apresentam alto ponto de fusão? por que há tanta diferença entre o grafite e o diamante?

Nesse ponto de questionamento, o estudante irá querer compreender a ligação química e posteriormente as interações intermoleculares, para compreender a linguagem que a ciência utiliza para explicar fenômenos.


Que estratégias utilizar?

Essa opção estratégica é outro ponto pessoal, cada professor irá usar aquela me irá se adequar ao seu conhecimento e à suas crenças. Dentre as estratégias que podem ser utilizadas nas mais diversas práticas que pensam ensino/aprendizagem, temos as práticas que envolvem experimentação. Seriam elas adequadas para esse tema? Acredito que não, o conceito de ligação química foi introduzido, da maneira que “conhecemos hoje”, de forma teórica. (Reparem que muitos pesquisadores dizem que essas teorias não são palpáveis para o ensino básico). Partindo para um segundo tipo de abordagem metodológica, tem-se a utilização de práticas que envolvem a relação CTS. Contexto de Ciência, Tecnologia, Sociedade ela pode ser utilizada para a compreensão crítica de mundo. Se bem trabalhada podem fazer com que o estudante reflita e questione o mundo em que vive e as relações CTS. Essa opção seria adequada para uma abordagem do tema ligação química após um trabalho com reações químicas, transplantando o tópico talvez para o segundo ano do ensino médio. Se a opção é manter no 1º ano, acredito que uma boa opção seja a História da Ciência, abordando como funciona a dinâmica do empreendimento científico que eles estão estudando. Mas sempre lembrando que essa é uma opção metodológica e pessoal.

Percebam no meu discurso inicial que defendo uma mudança na ordem dos fatores. Inicialmente o estudante deve compreender algumas reações químicas, e como modelo explicativo utilizamos os conceitos de ligações químicas. Nesse ponto é feita uma mudança que irá adequar a história da ciência ao conhecimento estudado em sala, lembrando-se de que o modelo de ligação química surgiu há menos de um século. O conceito de átomo foi aceito como “verdade” (muitos aspas), há aproximadamente um século. Mas na Educação em Ciências fazemos o inverso. Queremos que os estudantes construam conceitos que demoraram séculos para serem compreendidos em uma aula. Assim eles decoram, não entendem o que é a Ligação Química.

Agora, respondam-me vocês! É necessário trabalhar na Educação Científica, os conceitos de Ligação Química? Se é necessário e importante, então temos que (re)inventar constantemente nossa prática. É isso que faz com que a profissão professor exija, como requisito básico, a criatividade!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

QUANDO A DEMOCRACIA MOSTRA-SE “ANTIDEMOCRÁTICA”

Vejamos o problema do voto da maioria. Adorno 1998 apud (Souza 2009) diz que ao pautar o processo de gestão a partir sempre da lógica da maioria, corre-se o risco de padronizar as tomadas de decisão em procedimentos que podem ser mais expressão da violência do que da democracia, uma vez que a maioria, mesmo que fluida, quando ciente do controle que possui sobre as decisões, dificilmente abre mão de suas posições, mesmo tendo frágeis argumentos para mantê-las. Em momento seguinte Habermas 1990 afirma que a única forma de obter um processo democrático é através da ação do diálogo.

Nesse contexto, com muita tristeza, tive o desprazer de presenciar uma votação sobre a SEMANA DA QUÍMICA UFF-2011.

Foi possível perceber que como professores, dentro do âmbito universitário, temos ótimos burocratas, que não conhecem nada além do conteúdo. Além de haver um esquecimento provocado pelo concurso público, no qual muitos esquecem que foram estudantes, muitos esquecem como aprenderam, e muitos esquecem o que é ser uma pessoa humana. Tudo a favor de um conteúdo.

Caros professores, sinto-lhes informar que o aluno que está escrevendo esse texto possui C.R acima de 8 e tem moral pra dizer que estudou muito nessa faculdade e os conteúdos são secundários. Tanto professor deixa de dar aula porque vai pra congresso, tanto professor fica falando baboseira da vida pessoal em sala de aula, tanto professor acaba a aula mais cedo ou termina mais tarde por motivos pessoais, e agora eles dizem EM UNISSONO que não podem deixar de dar aula porque tem um conteúdo mínimo a seguir?

Eu não me lembro nem de 10% do que vocês deram em sala, e tenho certeza que nenhum dos outros estudantes lembram, e nem vocês lembram de muita coisa que estudaram na faculdade fora da suas áreas de especialização. Porém, eu lembro de quanto cresci a cada evento que participei, a cada curso que fiz, e em cada debate que tive com professores em espaços que não sejam considerados formais.

Acho que as práticas precisam ser revistas, estamos ensinando muito conteúdo, mas não estamos ensinado a pensar.

Pra finalizar fica um trecho de um artigo que eu li a pouco tempo.

“Aqui, cabe levar em conta as considerações da entrevista do físico alemão Andreas Schleicher, responsável pela aplicação da prova do PISA (Programa Internacional de Aferição do conhecimento de Estudantes pela OCDE):

Os brasileiros apareceram, mais uma vez, entre os piores estudantes do mundo nos últimos rankings de ensino da OCDE. O que o senhor descobriu ao analisar as provas desses estudantes?

Elas não deixam dúvida quanto ao tipo de aluno que o Brasil forma hoje em escolas públicas e Particulares. São estudantes que demonstram certa habilidade para decorar a matéria, mas se paralisam quando precisam estabelecer qualquer relação entre o que aprenderam na sala de aula e o

mundo real. Esse é um diagnóstico grave. Em um momento em que se valoriza a capacidade de análise e síntese, os brasileiros são ensinados na escola a reproduzir conteúdos quilométricos sem muita utilidade prática. Enquanto o Brasil foca no irrelevante, os países que oferecem bom ensino já entenderam que uma sociedade moderna precisa contar com pessoas de mente mais flexível. Elas devem ser capazes de raciocinar sobre questões das quais jamais ouviram falar – no exato instante em que se apresentam.(Revista VEJA, 02/ago/2008)."

Retomando a questão da gestão democrática, apesar dos fortes argumentos da comissão organizadora e do nosso coordenador de curso, mais uma vez venceu a maioria. Conteudista e imbecilizante. Depois me perguntam mesmo por que eu consigo ir tão bem nas matérias mas perdi a paixão pela química!

Muito conteúdo e pouca relação, muita burocracia e pouca paixão.

Assim deixo meu muito obrigado à maioria sensata que votou pelo não cancelamento das aulas durante a semana da Química da UFF, ficamos gratos por mais uma semana de conteúdo e menos uma semana de experiências.

sábado, 20 de agosto de 2011

Processo de Fritz Harber da síntese da amônia, história e importância

O economista Thomas Malthus, na sua teoria populacional, alertava que o crescimento demográfico acelerado acaretaria na falta de recursos alímentícios para a população, gerando fome. No entanto, Malthus não contava com a modernidade.O aparecimento do processo da síntese da amônia, para a produção de fertilizantes foi um fator primordial para desbancar a teoria de Malthus e promover a produção de alimentos em larga escala.

Para o crescimento das plantas, é nescessário: água, oxigênio, gás carbonico, potássio, nitrogênio e fósforo, no entanto muitos solos não têm quantidades suficientes de um desses três últimos componentes, chamados de elementos limitantes, fazendo com que a planta não cresça. Se o solo não tem quantidades mínimas de PO42- (Fósfato), K+( Potássio) ou NO3- (Nitrato) a planta simplesmente não se desenvolve.

No planeta, não há quantidades suficientes de terras naturalmente férteis para plantarmos alimentos para 6,5 bilhoes de pessoas. Portanto, para poder plantar é preciso adicionar fertilizantes, estes inicialmente eram extraidos dos depósitos de guano no Peru e de Salitre, no Chile. Todavia, estes recursos estavam se esgotando e era necessário inventar um novo jeito de fabricar os fertilizantes (KNO3, NaNO3, Ca3(PO4)2).

A década era de 1910, a Alemanha recém unificada precisava alimentar sua população e desenvolver novos tipos de armas para a primeira guerra mundial, as chamadas armas químicas . O nacionalista extremista e judeu Fritz Harber, patrocinado pela elite industrial alemã e influenciado pelos trabalhos de Nerst, Le Chatelier e Ostwald, Harber desenvolveu um método para a síntese de amonia.

N2(g) + 3 H2(g) ↔ 2 NH3(g) ∆ H = -92,22 Kj


O processo de Harber foi levado a escala industrial por Carl Bosch. A partir deste ponto a Alemanha poderia fabricar nitratos como fertilizantes, para a produção de alimentos e salvar a população, como também poderia fabricar explosivos.Este cenário mostra um paradóxo entre o conhecimento e a ética, uma invenção que pode salvar a humanidade, como também pode ser responsável por atrocidades jamais vistas.

A contribuição de Fritz Haber é enorme, a ponto de muitas pessoas considerarem a Síntese da Amônia a maior invenção do século XX. Para ter uma ideia de sua importância, basta dizer que a quantidade de nitrogênio disponibilizada pelos processos naturais seria suficiente para produzir alimentos a apenas 3,6 bilhões de pessoas. A população mundial em 2007 superava de 6,5 bilhões de pessoas. Hoje, este método é responsável por 99% do nitrogênio inorgânico produzido no mundo, o equivalente a cerca de 130 milhões de toneladas de amônia por ano.

Em 1933, Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha. Com ele, tem início a maior barbárie da história da humanidade, que resultaria na morte de milhões de judeus. Haber era judeu, e foi perseguido. O país que serviu de inspiração para Haber, foi o mesmo que o matou nos campos de concentração. Fritz morreu em 1934 aos 65 anos, deixando um legado para a humanidade.

Ele foi considerado herói e vilão. No caso da síntese da amônia, se por um lado, ela permitiu a fabricação de fertilizantes químicos nitrogenados sintéticos, alimentando bilhões de pessoas, por outro lado, foi responsável pela morte de muitas pessoas, com explosivos e câmaras de gás.

Referencias:

Quím. Nova vol.30 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2007

WELIKSON, CAMILA, Fritz Harber e Síntese da Amônia, PUC-RIO, 2008

GORRAN, MORRIS , Story of Fritz Harber, University of Oklahoma Press, 1967


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